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"Analisa bem quem é teu amigo, porque se o consideras como tal e ele não o for, pode muito bem ser o teu principal inimigo"

Anónimo
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Vá-se lá saber porquê, mas a direcção do jornal para onde trabalho, decidiu não publicar este meu texto que se segue.

Legalização das drogas – Prós e Contras

Um tabu que veio para ficar

Realizou-se no passado dia 8, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, uma conferência subordinada ao tema “Legalização das drogas – Prós e Contras”, que contou com um painel de luxo e, no qual, as ideias e as opiniões, nem sempre coincidiram.

Organizada pela Associação Novo Olhar (ver caixa), que tem, como fim, o indivíduo e o seu bem estar, promovendo estilos de vida saudáveis, bem como cuidados sanitários, sociais e apoio psicossocial e, partindo da ideia base de que a percentagem de pessoas infectadas por HIV/SIDA é cada vez maior em todo o mundo, foi intenção desta associação juntar um grupo de especialistas nesta área para debater, até que ponto, será benéfica a legalização das drogas em Portugal, à semelhança do que acontece com outros países.
Moderada por Luís Conde, estagiário da associação, esta conferência contou com a presença de Filipe Nunes Vicente, psicólogo clínico e docente no Instituto Superior Miguel Torga, Luís Filipe Pereira, jurista e deputado pelo PS na Assembleia da República, Rui Barreto, médico psiquiatra no hospital Sobral Cid e, Pedro Oliveira, mestre em psicologia e assistente social no Centro de Apoio a Toxicodependentes de Coimbra.

Ideias e opiniões

Logo a iniciar a conferência, Rui Barreto confessou que “não tenho a ideia de que, em Portugal, se faça a liberalização das drogas”. Antes pelo contrário, acrescentou, “o espírito da lei é no sentido de se despenalizarem os consumos”. No entanto, alertou que “se se proceder à liberalização das drogas, convém saber que tipo de drogas é que vamos liberalizar”.
Por seu lado, Luís Filipe Pereira, começou por confessar que “não concorda com a posição do actual Governo” e fez uma comparação entre os diplomas que vigoraram até 1993 e, o actual, em vigor desde o ano 2000. Em jeito de conclusão, salientou que “desde que há criminalização, nunca o tráfico de droga decresceu”.
O debate começou a aquecer com a intervenção de Pedro Oliveira, ao afirmar que “vivemos numa Torre de Babel no que respeita à toxicodependência”, salientando que “existe uma via verde, uma política suja e hipócrita em torno desta questão”. O que se pretende, mais do que tudo, “é dar uma resposta clara e inequívoca às pessoas que nos procuram e querem ajuda”. Para além disso, confessou que “legalizar não me parece correcto”.
A mais aguardada intervenção da noite, foi a de Filipe Nunes Vicente que confessou não estar nada optimista em relação ao futuro das drogas no nosso país e, fazendo uma alusão ao que se passa na Holanda, “isso não quer dizer que, se algumas drogas fossem legalizadas, toda a gente passaria a consumir drogas”.
Em jeito de balanço, Eugénia Soares, coordenadora da sede de Coimbra desta associação salientou que, “vamos continuar a promover este tipo de debates, até porque, o público precisa ser informado”.

Caixa
Quem é... Associação Novo Olhar

A Associação Novo Olhar é uma Organização Não Governamental cujo objectivo principal é a prevenção do VIH/SIDA e tem como princípio orientador as políticas de redução de risco. A associação actua em 3 áreas de prevenção: primária, através do “Projecto Rua Jovem”; secundária, através do “Projecto Direito” e do “Plano Tóxico”; e, terciária, através do ”Plano Carpe Diem”. Estas actuações são efectuadas junto das populações com comportamentos de risco (todos nós) e, com comportamentos de risco específicos, ou seja, toxicodependentes, prostitutos(as) e indivíduos infectados pelo vírus do VIH/SIDA.

Vai ser publicado no próximo dia 15 de Abril, no jornal O Primeiro de Janeiro, um trabalho dedicado ao I Encontro Nacional sobre Patologia e Reabilitação de Edifícios. O texto que se segue, irá abrir o referido trabalho.

Urge reabilitar, com qualidade

Muito embora haja uma preocupação crescente de construção, traduzida pela introdução de regulamentação específica na área do conforto, verifica-se que os edifícios construídos nos últimos anos não apresentam a qualidade esperada. Pode mesmo afirmar-se que há alguns milhares de fogos, construídos recentemente, com anomalias muito graves que condicionam a sua utilização.

A falta de sistematização do conhecimento, a ausência de informação técnica, a inexistência de um sistema efectivo de garantias e de seguros, a velocidade exigida ao processo de construção, as novas preocupações arquitectónicas, a aplicação de novos materiais e, a inexistência na equipa de projecto, de especialistas em física das construções, entre outros, são causas fundamentais da não qualidade dos edifícios.
Nestas circunstâncias, será da maior importância uma reflexão profunda sobre as causas da patologia da construção em Portugal, bem como a definição de uma estratégia, a médio prazo, para a melhoria da qualidade e da durabilidade dos edifícios, em particular, da sua envolvente.
O investimento na reabilitação e conservação de edifícios em Portugal é extremamente reduzido, não atingindo sequer, os dez por cento do investimento total do sector da construção, contrariamente a muitos países da União Europeia em que esse sector corresponde a uma fatia do mercado superior a 40 por cento. A ausência de investimento na reabilitação tem como consequência a degradação dos centros urbanos e da qualidade de vida dos cidadãos. Assim, considerou-se ser necessário inverter esta situação nas próximas décadas o que, para tal, exige, o desenvolvimento de metodologias para a elaboração de projectos de reabilitação de edifícios, a implementação de estudos de diagnóstico suportados por medições in situ e em laboratório, o conhecimento das anomalias mais correntes, o conhecimento do desempenho dos materiais e tecnologias utilizadas em reabilitação, bem como a elaboração de cadernos de encargos exigências suportadas por manuais exigenciais.
Neste contexto, o I Encontro Nacional sobre Patologia e Reabilitação de Edifícios – PATORREB 2003, que teve lugar nos dias 18 e 19 de Março, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), procurou reflectir sobre esta problemática, contribuindo para o diagnóstico da situação e para perspectivar o futuro.
Para além das cerca de cinquenta comunicações, o encontro incluiu também dois workshops sobre o ensino da higrotérmica, patologia e reabilitação e sobre as potencialidades laboratoriais no domínio da higrotérmica.

Perceber os problemas

Presidindo a comissão organizadora, Vasco Peixoto de Freitas, professor catedrático da FEUP, em entrevista ao jornal “O Primeiro de Janeiro” confessou-nos que este encontro teve por base dois objectivos. O primeiro, “analisar a problemática da patologia, ver quais as causas dos problemas, saber o porquê de eles existirem e que estratégias são necessárias desenvolver no futuro para que eles sejam minimizados”. Por outro lado e, porque a reabilitação de edifícios é praticamente inexistente em Portugal, “entendemos que este era o momento oportuno de a discutir, de perceber quais os incentivos, como encarar o problema do ponto de vista metodológico e, do ponto de vista tecnológico, apreciar as soluções para a reabilitação”. Nesse sentido, a principal mensagem que saiu deste encontro, foi direccionada a engenheiros e arquitectos, uma vez que são eles “os principais interventores no património edificado”. Os engenheiros, “porque são responsáveis pelas soluções e pela concepção de algumas soluções de reparação”; os arquitectos, “porque muitos deles intervêm nas características envolventes do próprio edifício”.
De salientar que, neste encontro, onde estiveram presentes cerca de 600 pessoas, dos quais 200 eram alunos, Vasco Peixoto de Freitas entende que “os alunos de engenharia e de arquitectura deveriam participar neste encontro, por forma a conhecer novas realidades, novas linguagens e novos programas”.
No que diz respeito às principais conclusões que foram adiantadas na sessão de encerramento, Vasco Peixoto de Freitas considera que “é claro para todos que não existe qualidade suficiente na construção e que são muitos os defeitos existentes”. Para além disso, uma das principais causas de anomalias na construção, é a humidade e, por outro lado, “é claro que o comportamento das paredes e das coberturas tem que ser estudado e tem que ser requacionado, para se evitarem esses tipos de inconvenientes”. Quanto aos investimentos que têm sido efectuados na área da reabilitação, Portugal é, com efeito, o país que menos tem investido nesta área. A esse respeito, Vasco Peixoto de Freitas é de opinião que “há que encontrar, do ponto de vista estratégico e tecnológico, uma política de incentivos, assim como as soluções e os caminhos para resolver este problema”. Por último, “interessa discutir, do ponto de vista técnico e científico, as principais conclusões da investigação desenvolvida até ao momento”. Os principais motivos que levam a essa falta de investimento, segundo este professor, prendem-se essencialmente com diversos motivos. Em primeiro lugar, “não existem quaisquer dúvidas, de que não existe reabilitação”, acrescentando que, “os centros urbanos das grandes cidades portuguesas estão muito degradados pelos mais diversos motivos”. A título de exemplo, Vasco Peixoto de Freitas refere que “os edifícios mais antigos, do ponto de vista do conforto, não têm as mesmas condições que os edifícios novos”, justificando essas condições, “pelo facto de não terem sido intervencionados nos últimos anos”. Para além disso, refere que “é possível, conservando e reabilitando, com uma forma diferente de construção, na periferia das cidades, ter magnifícos espaços recuperados, no centro das cidades”, acrescentando que “há é que reabilitar e recuperar esses mesmos edifícios”.

Projectos

Na sequência deste encontro, para além de uma sensibilização de todos os intervenientes para este problema, Vasco Peixoto de Freitas considera que “seria desejável criar grupos de estudo sobre a patologia em Portugal, cujo objectivo seria criar um conjunto de empresas e/ou instituições, fundadoras desses grupos de estudo para, durante dois anos, criar-se na Internet, um espaço livre onde se pudessem divulgar os principais defeitos da construção”.
Por outro lado e, no que diz respeito à patologia, espera-se que seja possível criar um grupo de trabalho alargado, englobando as universidades, as empresas de construção, as ordens profissionais, os laboratórios, as empresas de materiais de construção, entre outros, e que criasse uma documentação técnica, sólida, aceite por todos os técnicos intervenientes na construção e que pudesse servir de base à elaboração de cadernos de encargos exigenciais. Quanto à reabilitação, a grande mensagem que foi transmitida é do ponto de vista metodológico. Segundo Vasco Peixoto de Freitas, “as empresas de gestão de condomínios devem perceber que, reabilitar, não é pedir um preço para curar um problema; há que fazer um estudo, um diagnóstico o mais técnico possível, por forma a, depois, encontrar uma solução de reparação”.

Este texto vai ser publicado na edição do próximo dia 13 de Abril da Revista Rostos.

Expocosmética – 8º Salão Internacional de Cosmética

Sucesso garantido

Entre shows, exposições e debates, o Salão Internacional de Cosmética juntou, no fim de semana de 29 a 31 de Março, profissionais e público que, mais do que visitar o espaço, se começam a interessar por todos estes temas ligados à beleza e à cosmética.

Obtendo o melhor resultado de sempre, quer no que diz respeito a expositores, como também a visitas, o 8º Salão Internacional de Cosmética consagrou Portugal do sector da beleza e da cosmética.
O êxito conquistado em 2003 confere a este evento, único do país, o estatuto de evento de referência do sector no contexto ibérico, tanto mais que o número de visitantes superou as expectativas da organização (mais de 30 mil visitas), “o que significa o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo destas últimas oito edições”. Quem o afirma é Fernando Seixas, director da feira.
Instalada durante três dias na Exponor, no Porto, importantes empresas, não apenas portuguesas, como também estrangeiras, fizeram a divulgação dos seus produtos e realizaram contactos e negócios. Simultaneamente, “nos dois palcos que foram instalados para o efeito, decorreram várias passagens, shows de moda e de cabelos, apresentação de colecções e debates”, refere Fernando Seixas.
Também no âmbito da Expocosmética, decorreu o II Congresso Internacional de Naturopatia, promovido pelo Centro de Medicina Natural e que definiu as características de diferentes medicinas não convencionais. Um dado curioso reflecte-se no facto de, pela primeira vez, ter havido, neste espaço, um pavilhão dedicado às tatuagens, piercings e bodypainting, com demonstrações permanentes de como se pode fazer uma tatuagem e/ou um piercing.
Worhshops e demonstrações completaram o plano de actividades do certame, “que regressa em 2004 com o que de melhor se faz no sector e no país”, conclui o director desta feira.

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