Leia mais: http://www.mundodarkness.com/2010/07/codigos-bloquear-conteudo-no-blog.html#ixzz0xHGCB0DY
"Analisa bem quem é teu amigo, porque se o consideras como tal e ele não o for, pode muito bem ser o teu principal inimigo"

Anónimo
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Os meus dois Pais

Falo-lhes hoje do meu mais recente projecto: Os meus dois Pais.

É um romance que escrevi em 4 anos, numa altura em que estava desempregado. A história surgiu de um sonho que tive e, numa dessas noites de insónia, decidi começar a passa-la para o papel. À medida que ia escrevendo esta história, ia sonhando com outras histórias e o encaixe de todos esses sonhos, traduz-se neste livro de quase 400 páginas.

O projecto vai ficar publicado no PPL para financiamento durante 62 dias e é agora que eu vou precisar da ajuda e apoio de toda a gente. 

Como? É simples...


Basta fazer o registo no site e contribuir com um dos valores pretendidos/indicados. No final, aquando da edição do livro, receberão a recompensa que escolheram.

Para vos abrir o apetite, e em jeito de agradecimento antecipado pela vossa ajuda, podem desde já ter acesso ao Prólogo do livro.

Paralelamente, podem acompanhar a evolução do projecto aqui no blog, na coluna direita.

Escusado será dizer que podem partilhar, reencaminhar, divulgar e falar deste projecto a todos os vossos amigos, familiares e conhecidos. O importante é angariar o valor necessário para a edição do livro.


Obrigado pela vossa ajuda... :)

Questionário

Pode ajudar-me, respondendo a este questionário? São apenas 30 segundos...
Obrigado.

Postais de Norte a Sul

Para uma edição da Câmara Municipal de Penedono, a produtora Zoom Vídeo produziu e realizou para o programa do TVI24, "Postais de Norte a Sul" um vídeo dedicado ao concelho de Penedono.

Honras feitas também para a Quinta da Picoila, onde se deu a conhecer este novo espaço de Agro-turismo, promovendo-se de igual forma a gastronomia da região. Neste campo, destacaram-se:

Canja de Galinha com grão-de-bico e cenoura
Cabrito caseiro com batata assada
Marrã com batata cozida e grelos salteados com broa de milho
Tarte de Chila
Pudim de ovos regado com licor de castanha caseiro

Pode assistir ao vídeo aqui.


Quinta da Picoila

Foram necessários quase 2 anos de obras e 4 anos de burocracias e papeladas pelas mais diversas instâncias portuguesas. No entanto, eis que a Quinta da Picoila se encontra completamente renovada.



Aquela que foi a casa de família da minha mãe e dos seus oito irmãos (um já falecido), foi completamente reconstruída e transformada num espaço de Agroturismo em ambiente rural.





São nove quartos disponíveis, duas salas, jardim e piscina, uma capela e uma fantástica paisagem, característica da Beira Interior do nosso País.





Localizada a uma hora da cidade de Viseu, a Quinta da Picoila é o espaço de eleição para umas férias em família, um fim-de-semana diferente ou, mesmo até, para celebrar aquele momento especial.

Assim, basta aceder à Página oficial da Quinta da Picoila na Internet, clicando aqui. Se desejar informações adicionais, clique aqui ou envie um e-mail, clicando aqui.

Também pode acompanhar a Quinta da Picoila através do Facebook.

Poder, Politiquices e Badalhoquices

Os acontecimentos dos últimos dias têm-me feito pensar no estado das coisas e a que ponto chegámos, quer enquanto pessoas, quer enquanto País. Já há muito que todos nós sabemos que nada nesta vida é garantido e, quando a pressão aperta, português que se preza, sabe como ninguém apertar o cinto, arregaçar as mangas e deitar mãos à vida, ou ao que dela sobra e/ou vai sobrar.

Quero com isto dizer que nada é eterno e tudo aquilo a que nos habituámos, de repente, damos por nós a pensar que tudo foi em vão e que de nada adiantou o nosso esforço.

Num Estado democrático como o nosso, cabe-nos a nós eleger quem nos represente perante todo o tipo de poder, seja ele, a nível regional como nacional. E apesar das nossas ideologias e da nossa maneira de pensar, ser e estar, temos que nos resignar quando outra pessoa é eleita para nos representar, quando não era essa a nossa vontade. No entanto, num Estado de direito, a maioria vence, o que nem sempre se traduz em que ela possa fazer o que bem lhe apetecer sem passar cavaco a outros.


Quando nos deparamos com um governo que possui maioria absoluta na assembleia da República, é fácil conduzir os destinos do País; quando há dinheiro (principalmente, muito dinheiro), é fácil levar a Nação a bom porto; quando tudo está bem, não é difícil fazer o que quer que seja, agradando o povo, desde que, com isso, o mantenha satisfeito.

Porém, um governo com maioria relativa, necessita de saber dialogar e, nunca como até aqui, o termo diplomacia tem tanta importância. Quando o dinheiro é pouco (ou no nosso caso, quando não há dinheiro), é extremamente complicado agradar a gregos e a troianos, havendo a necessidade de, com mestria, savoir-faire e muita diplomacia, saber conduzir os destinos de um País, fragilizado, com as suas debilidades, e à beira da bancarrota.

É certo que José Sócrates cometeu os seus erros; é certo que devia ter consultado primeiro a assembleia e o presidente da República; é certo que o País devia ter conhecimento do novo PEC antes de o ter apresentado a Bruxelas; enfim… foram tantas as trapalhadas e foi pior a emenda do que o soneto!

Mas, no fim de contas, quem é que está certo e quem é que está errado? Quem fala verdade e quem fala mentira? Quem é que nos está a enganar e quem nos está a levar por bom caminho? A resposta a estas questões é a mesma se colocarmos estas perguntas quanto à religião. Qual é a certa? Qual devemos seguir? Quem fala verdade?

Em todas elas, a resposta correcta é: Não sei ou Não se sabe.

E, no meio de tudo isto, damos a nós a pensar que, aquilo que toda a gente quer é Poder. Agora, sim, dediquemo-nos ao título do meu texto; perguntam: só agora? Então, já deviam estar habituados que, antes de me dedicar ao assunto em si, divago, divago e divago… Adiante!


Nunca como agora se ouviram expressões como “agarrado ao poder”, “ir com sede ao pote”, “deslealdade”, “desonestidade”, “mentira”, “traição” ou “corrupção”. Todos nós sabemos que estar na política não é para todos; também, já todos nós sabemos que os políticos (um pouco por todo o mundo, aliás) nunca foram bem vistos, aos olhos da plebe. Por vezes, para se alcançarem os objectivos propostos, é necessário enveredar por caminhos e tecer teias que poucas pessoas conhecem. E, na maior parte das vezes, os meandros com que se cosem e descosem acordos, são tão ou mais escuros que nos levam ao segundo tópico deste texto: as politiques.

Estas são tanto maiores, como baixas, dependendo da forma ou da maneira como são encaradas e/ou vistas pelos outros: são maiores, se as negociações durarem muito tempo; são baixas, se forem jogadas com armas impróprias. E quem é que não gosta/quer poder? Quem nunca o teve, certamente, porque aqueles que já o tiveram (por mais pequeno que fosse), têm sempre a ambição de o aumentar. E aqui, jaz o problema! A forma como pode ser articulada essa ambição para o alcance de (mais) poder.

E é aqui que o novelo não pára de girar e de aumentar; a ambição desmedida, aliada à baixa politique que se vai fazendo, faz com que os nossos queridos políticos enveredem por um caminho mais escuro: o da badalhoquice.

Ora, para que isso não aconteça, veja o vídeo que se segue e tire o seu "Curso de Político" em 10 lições:



A vontade de assentar arraias no trono, faz com que se utilizem as menos apropriadas armas numa luta de desiguais que, à partida, devia ser entre iguais. Isso faz com que, em vez de se negociar, se opte pela rasteira baixa e pela retirada do tapete. As consequências vêm mais tarde; vêm sempre mais tarde e, nessa altura, o Zé, que não é povo mas que faz parte do povo, e que já está habituado a apertar o cinto, é convidado a pronunciar-se.

O problema é que, português que se preze tem a memória curta e apenas se lembra dos maus momentos que passou; os bons, esqueceu-os depressa. Nessa altura, se calhar, já será tarde demais e os seus olhos já estão tão enevoados que de nada adianta argumentar com o que quer que seja.

São sempre os mesmos; o tacho é só para os amigos; são só velhos que lá estão… tudo isto é verdade mas se nada fizermos, o estado de coisas mantém-se tal como até agora. Por vezes, a vontade que dá, é a de deitar a toalha ao tapete e desistir, mas se há coisa que o português está habituado é a de ter esperança.

Será que é desta que o D. Sebastião vem aí para nos salvar???

As nossas opiniões

Um dia, um sábio escreveu: “as opiniões são como as vaginas; cada um tem a sua e quem a quer dar, dá”. Esse senhor não devia ser grande sábio porque, se o fosse, teria acrescentado “reconhecendo que a nossa liberdade acaba quando começa a do outro”.


Isto vem a propósito de que, nos últimos tempos, se tem assistido a uma proliferação de ferramentas onde cada um opina a seu bel-prazer, sem se importando se, com isso, ferimos os outros ou não. Já não bastavam os “inquéritos” ao povão, feitos pelos canais de televisão, onde perguntam a quem lhes aparece pela frente, o que acham sobre determinado assunto. Exemplos disso: “o que acha do novo orçamento de Estado que o primeiro-Ministro apresentou no parlamento?”; ou, então, “Concorda que Cavaco Silva foi um justo vencedor nas últimas eleições presidenciais?”. E, depois dos inquéritos feitos, temos os analistas políticos a tecerem os mais rasgados comentários a tudo o que de bom e de mau, cá vai acontecendo pelo burgo.

Como se isso não bastasse, começaram a aparecer um chorrilho de sites na Internet, apelidados de redes sociais, onde cada um dá azo à sua imaginação, para dizer o que bem lhe aprouver. Invadidos por essa onda, não há agora empresa que não adira a esta moda: começando pelas telecomunicações, passando pelos órgãos de comunicação social, empresas disto e daquilo, dizem que agora é fashion estar-se no Facebook ou no Twitter.

Até aqui, tudo bem; cada um faz o que quer e, se muitos como eu, dizem o que lhes vai na alma nesses locais, eu também o faço aqui neste meu recanto. Aqui, eu posso dizer o que me vai na alma, não tenho que dar satisfação a ninguém e, quem não concorda com os meus escritos, basta comentar, que eu respondo. Também não adianta quererem copiar o que há aqui, porque o botão esquerdo do rato, neste blogue, não funciona; se querem copiar, pelo menos, há que ter o trabalho de “baterem” as teclas todas…


O inadmissível, digo eu que não sou nenhum sábio, é conhecermos os nossos limites e saber que a linha foi pisada; devemos saber até onde pode ir a nossa liberdade e onde começa a dos outros. E, mais uma vez, socorro-me daquilo que o povo diz…

Até há bem pouco tempo, dedicava algum tempo do meu dia a ler jornais e outras notícias, nos respectivos sites dos jornais e canais de televisão. Deixei de o fazer, precisamente devido aos comentários que os outros escrevem e/ou acham que podem escrever. Aquilo que se escreve hoje, um pouco por todo o lado, não é uma mera opinião; antes pelo contrário, são um atropelo de insultos, ordinarices, palavrões camuflados de pontos finais e outras coisas mais. E, a descoberto da Democracia e da liberdade de expressão, quem devia fazer alguma coisa para travar esses impropérios, delicia-se a ler e a reler tamanha barbaridade...

Pura e simplesmente, recuso-me a ler o que quer que seja, escrito por meia dúzia de zés-ninguéns que nem sequer saber definir o substantivo “opinião”.

Há coisas na vida a que nos sujeitamos. A idade leva-nos a pensar que assim não é; melhor, com a idade, temos a certeza do que queremos e, principalmente, do que não queremos. Evitando aquilo que não queremos para nós, o nosso sub-consciente vai-nos fazer acreditar que o ser humano até é capaz de fazer boas coisas, em detrimento das que faz por maldade. Sim, porque, quem escreve o que escreve, nos locais onde o faz, só pode ser por maldade, desumanidade ou para gozarem com aqueles que os lêem.

Ano ruim

Fazendo um balanço de 2010, este não foi um ano muito agradável e, confesso, estou radiante que acabe depressa. A começar, fiquei desempregado e demorei uns mesitos a dar a volta. Os infortúnios seguiram-se tendo culminado em algumas avarias em casa (torneira da cozinha, máquina de lavar e microondas) e, para acabar, uma porcaria de uma multa de trânsito e a inibição de conduzir por 30 dias. Logo agora, que tenho as formações para ministrar e não ter como me deslocar. O que me vale é o papá, a tia e o primo que me levam aonde tenho que ir.
Chegou, entretanto o Natal e ter que andar de autocarro a fazer compras não foi nada, mas mesmo, nada agradável. Para piorar tudo, em plena noite de consoada, a minha família ficou mais pequena e, consequentemente, mais pobre.
A Zuca partiu.


Acredito, lá no fundo, que para um mundo melhor.
Mas, em jeito de homenagem, posso assegurar-vos que esta foi uma cadela que me presenteou com inúmeras felicidades. Já o tinha dito aqui, mas a vinda da Zuca para minha casa, deveu-se à oferta de um vizinho; ou vinha para minha casa, ou ia para o canil, uma vez que ele não a podia ter num apartamento. E o estado em que ela estava? Lastimável... Não foi suficente um banho para ela ficar aprazível.
Depois dos primeiros dias de habituação à restante família, confesso que ela enturmou-se facilmente mas teve sempre que respeitar a posição do Óscar. Apesar de mais pequeno, ele sempre se impôs aos demais, até porque foi o primeiro.
A Zuca, no entanto, sempre foi um encanto de cadela. Escusado será dizer que tinha LOP e era neta e filha de campeões. Ela própria chegou a ganhar uma competição, ainda nova. A sua máscara (mancha branca na cabeça) era perfeita. Ora confirmem:


Meiga, brincalhona, limpa e carinhosa, estava sempre pronta para nos acompanhar na visita diária para despejar o lixo. Só havia um senão: a Zuca detestava a cadela do nosso vizinho. Sempre que ele saía para a passear, a Zuca ladrava desenfreada assim que a "ouvia" e só descansava quando se apercebia que ela já não estava ali.
O meu único lamento é o facto dela não ter sido mamã. Apesar das várias tentativas, apenas engravidou uma vez, mas as nove crias nasceram todas mortas.
Há cerca de seis meses, deixou de andar e a minha amiga Maria Paula avisou-me logo que devia ser displasia da anca. Com a medicação, depressa melhorou e nada fazia prever este desfecho. No dia 24, ela estava um pouco desanimada e não quis brincar; no entanto, alimentou-se bem. Quando chegamos a casa, por volta das 5 da manhã, estava sossegada e também não quis conversa; nem ela, nem os restantes...
Ao acordar, no dia de Natal, ela já tinha partido, em busca de algo melhor para si. O meu consolo é saber que, da minha parte, tudo fiz para que ela fosse feliz e acredito que ela assim o pensasse. As suas constantes demonstrações de carinho e brincadeira (até na hora de escovar o pelo) fazem-me acreditar que ela foi feliz.

Por isso, digo: vai-te embora 2010 e bem-vindo sejas 2011, se vieres por bem. Caso contrário, tomo um valium e quero acordar só em 2012.

O que vale é que, no que diz respeito ao amor, estou muito bem servido, obrigado...

Um esplendoroso 2011 para todos vocês!!!

Natal 2010

Amigo

Nunca como hoje, o conceito de amigo se tem banalizado; ouso, mesmo, dizer avacalhado. E porquê? Isso, não sei, mas sou capaz de apontar alguns culpados...

Actualmente, não há rede social (isto também dava um bom post...) que se preze, que não tem lá a indicação do botãozinho "nomear amigo", "apontar amigo", "escolher para amigo"... Acho ridículo, um absurdo, para não dizer pior.


Numa das formações que eu ministro (Comunicar em Segurança), começo logo a apresentação por desmistificar este conceito; afinal, o que significa ser-se amigo, ou ter amigos? Segundo o dicionário de português, um amigo é "aquela pessoa especial à qual estamos ligados por uma afeição recíproca"; um amigo é "aquela pessoa que conhece os nossos segredos e a quem confiamos tudo o que dizemos".

Em contraponto, temos os "amigos" das redes sociais, ou seja, centenas (para não dizer milhares) de desconhecidos, a grande maioria deles que nunca iremos conhecer pessoalmente, mas que referimos como nossos amigos, quando na verdade não passam de nada nem de ninguém (entenda-se como sentimento para nós; nosso). Mas a moda está aí e, pobre de mim contrariar os letrados deste país que concordam com o que lhes é imposto.

Eu, contra mim falo; confesso que não sou nada adepto dessas redes sociais: não tenho hi5, nem tão pouco twitter e muito menos facebook, apesar de receber inúmeros e-mails de pessoas que não conheço e que querem ser minhas "amigas" nesses espaços virtuais. Ao invés disso, criei este blogue (fui dos pioneiros em Portugal) em Dezembro de 2002 e por cá vou andando, dizendo de quando em vez "o que me vai na alma", subtítulo que tenho mantido desde o início.

Não tenho muitos seguidores, nem tão pouco muitos amigos que me seguem; nem por aqui, e muito menos na vida real, mas tenho poucos e bons amigos que sei que estão lá quando preciso deles. Para terem uma ideia aproximava de valores, consigo quantificar os meus amigos pelos dedos de uma mão e ainda me sobram dedos para fazer outras coisas.

Esta minha introdução (sim, o que acabei de escrever foi apenas a introdução) tem a ver com a entrevista dada pelo Cardeal Patriarca à revista Visão. Intitulada "Confissões de um Cardeal", D. José Policarpo confessa o seu desapontamento pelo facto de, Cavaco Silva, nosso presidente da República, ter proclamado a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

E o que é que isso tem a ver com os amigos? Já lá vamos...
Segundo D. José, aquilo que Cavaco Silva deveria ter feito na altura, era vetar a lei para, e cito-o, "ninguém sabe o que ia acontecer a seguir". Questionado acerca da fé do professor na promulgação da lei, D. José não responde e refere apenas que "seria pronunciar-me sobre uma pessoa de quem sou amigo".

Ora, daquilo que eu entendo que foi publicado é que, as convicções do presidente eram a de vetar o diploma, mas como sabia que ele acabaria por passar no Parlamento, com os votos das bancadas mais à esquerda, o mesmo diploma acabaria por lhe ir, de novo, parar às mãos e ele ver-se-ia obrigado a promulga-lo, o que acabou por fazer numa primeira instância, poupando assim dinheiro aos contribuintes e tempo aos deputados, já de si muito escasso. Mas, e onde eu quero chegar com a minha questão é: até que ponto é que Cavaco Silva, poderia ter-se deixado influenciar pelas posições defendidas pela Igreja, por um lado, e pela sua estreita amizade ao Cardeal, por outro.

Mais, o Cardeal defende inclusive, que o presidente deveria ter vetado o diploma para ver o que ia acontecer a seguir, ou seja, não basta os políticos deste País andarem a brincar com os direitos dos seus cidadãos, e ainda o Cardeal incitava a continuidade da brincadeira, para ver no que isto ia dar.

São comentários destes que destoam numa excelente entrevista, num país que se quer justo e correcto para com os seus. Isto, sem falar noutras posições mais que retrógradas da Igreja, condenadas por padres, bispos e afins, mas que as defendem em nome de um bem maior, segundo eles, que é a própria Igreja.

E enquanto houver alguém a propagar estas mentes mesquinhas, despojadas de conteúdo (os políticos deveriam proteger e beneficiar quem paga os seus impostos atempadamente) e os mesmos tacanhos se mantiverem no Poder, este país não vai a lugar algum...

O desabafo foi longo... Apenas escrevi o que me ia na alma...

Saudade

Já aqui falei sobre a Saudade, neste post, a propósito do livro da minha tia. Mais recentemente, a minha amiga Maria Paula, neste post, fez-me voltar ao passado; a um passado doloroso e, no entanto, tão cheio de paz e de saudade.
Quem de nós nunca participou daqueles saraus culturais que eram organizados nas escolas, nas festas do Natal, da Páscoa, ou de fim de ano? Pois bem, num desses saraus, e depois de actuações tão deprimentes, umas a seguir às outras, de colegas e amigos e outros que tais, a minha mente voou para longe dali.
A minha avó paterna estava doente e de repente dei por mim a querer estar junto a ela.
A avó Luísa era profunda em todo o seu ser; podia parecer ter o oceano a escorrer-lhe cara abaixo que, quem a contemplasse, diria que aquela mulher sorria por dentro. Aos seus netos, não se cansava de distribuir mimos e a minha única mágoa foi saber que ela partiu cedo demais. Pior do que isso, nos seus últimos dias de vida, visitei-a religiosamente, todos os dias e, quando me despedia dela, com um longo beijo na testa, dizia-lhe sempre: "até amanhã; já sabe que venho à mesma hora". Um dia, ela já lá não estava e, dentro de mim, senti que me tinha despedido dela.
Voltando ao sarau na minha escola em Trancoso, depois de mais uma actuação estridente, eis que a minha amiga Maria Paula sobe ao palco do pavilhão para recitar um poema de um autor desconhecido, intitulado "A vida é uma selva e na selva só sobrevivem os melhores" (aconselho vivamente a sua leitura...)
Fez-se silêncio e começou a música. Esta aqui:


Logo aos primeiros acordes senti um arrepio imenso percorrer-me o corpo, que me fez lembrar a minha avó e o quão estava a sofrer; ao encarar a Maria Paula, sozinha naquele palco enorme, amparada por umas canadianas (tinha feito uma operação ao joelho), desatei a chorar e contemplei todo o poema de olhos fechados e a cara molhada. O som das palmas, quando terminou, foi ensurdecedor; melhor do que isso, foi constatar que as minhas lágrimas não eram únicas ao meu redor.
Passaram-se 18 anos desde esse dia e a Maria Paula publica esse poema no seu blog (o qual agradecerei para sempre), para voltar a mim esse misto de angústia e saudade; angústia pelo que passou e saudade do que fiz e do que fui. Já aqui o disse que aquela fase foi uma das mais significativas da minha vida, que me obrigou a encontrar solidão, partilha, amizade, para depois partir à descoberta daquilo que eu era e do que queria.
E, se há 18 anos atrás, imitei a minha avó, derramando o oceano, hoje, acontece-me precisamente o mesmo. Mal os primeiros acordes começam, sinto aquele arrepio que me invade a alma e uma força maior que me traz um sentimento de paz e de alegria, porque sei, dentro de mim, que a minha avó está em paz a zelar por todos nós com aquele seu sorriso interior que tanto a caracterizava.
Eis senão quando descubro uma nova versão dessa música:


Não mais profunda que a anterior; não mais bela ou mais poderosa; nem mais rica ou mais apelativa. O que, para mim, interessa significativamente, é a sensação que ela me causa: a mesma. Por mais palavras que aqui coloque, não consigo descrever a maravilhosa sensação que me invade e contempla a alma...
Até agora, apenas duas pessoas sabiam desta minha "história"; decido agora partilha-la com os poucos (mas excelentes) seguidores deste meu cantinho...

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