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"Analisa bem quem é teu amigo, porque se o consideras como tal e ele não o for, pode muito bem ser o teu principal inimigo"

Anónimo
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A crise. Qual crise? A crise...

Agora que o Natal já lá vai, e se nos pusessemos a pensar num balanço que foi este 2008?

A palavra de ordem é crise. Só se fala na crise, só se ouve a crise e só nos enfiam olhos dentro aquilo que essa tal crise está a provocar em todo o mundo e arredores. As bolsas enlouquecem por causa dela, os bancos abrem falência quando são apresentados a essa personalidade e quem acaba por sofrer as consequências é o mesmo paspalho de sempre: o povo. Mas até aqui é o povo pobre que, mais uma vez, tem que pagar as idiotices de alguns. Porque, quem é rico vive bem desafogado, como sempre o fez e como sempre o vai continuar a fazer. Pelo contrário, o pobre e o remediado, lá terão que fazer mais um buraquinho no já esticado cinto e fazer contas à vida.
Mas será que é bem assim?
Numa altura em que tanto se fala de consumismo e no quanto as famílias portuguesas devem estar a poupar, foi vê-los desfilar centro comercial fora, de sacos, saquinhos e sacolas, entupidos de prendas, prendinhas e lembranças. E porque o Natal nem sempre é quando o homem quer, toca a estoirar o subsídio e o cartão de crédito numa só semana, que os bancos estão lá para cobrar, mas só para o ano.
Já não adianta lembrar que todos nos encontramos mais que endividados e que estamos a gastar mais do que recebemos, mas mesmo assim, as pessoas cometem loucuras. Muitas e muitas vezes. Quantos portugueses existem que não têm um qualquer crédito a espreitar em cada esquina? É a prestação da casa, do carro, das férias ou dos electrodomésticos que nos atormenta dia após dia, mas mesmo assim, não resistimos a comprar aquela camisola gira que vimos numa montra da loja, ou o perfume para substituirmos o que já está a acabar.
Contas feitas e passamos o dia 10 de cada mês com a carteira mais vazia do que cheia.
E quando o mundo endoidece de vez, temos sempre um Governo com quem podemos contar. Os bancos acumulam fortunas em lucros todos os anos mas quando metem a pata na poça, há sempre um Governo que está pronto para os salvar. Quando os administradores de grandes empresas deixam de poder ganhar os milhões em prémios e coisas afins, e pedem ajuda a alguém, há sempre um Governo pronto para os socorrer. Perdão, socorrer as empresas, para que ninguém seja despedido e continuem a produzir riqueza para o país.
E depois há as ajudas aos bancos e às empresas que estão em dificuldade e o povo é que é beneficiado. Como? Ainda não percebi, mas dizem que sim; que quem mais vai lucrar com estas ajudas financeiras é o povo. E ele, até agora, até que se está a sair bem. Deve ser com a ajuda dos nossos governos. Há coisas que a minha alma jamais entenderá. E uma delas é o facto de o nosso Governo estar a garantir empréstimos que os bancos vão buscar lá fora para emprestar ao povo e às empresas que necessitem desse dinheiro. Não seria mais fácil e mais barato, emprestar directamente a quem precisa, do que estar a financiar os bancos que mais não fazem do que roubar e aldrabar o povo?
E temos ainda os iluminados, sendo que um deles até foi Primeiro-Ministro cá do burgo, pôs-se a monte para, agora que todos nós fomos apresentados a essa crise, ter desenvolvido um plano revolucionário para salvar esta Europa. E logo ele, que pouco fez para salvar aqui o rectângulo, já é considerado por aí como o grande salvador. Só falta mesmo dizer que ele é o D. Sebastião renascido e que veio para nos salvar.
A minha alma está mesmo confusa...

Foto: Bootlead

Um Feliz Natal


Pai, quanto ganhas numa hora?

Recebi esta história por e-mail há já algum tempo e tenho-a guardada; por vezes sabe bem relê-la para chegarmos à conclusão que há coisas mais importantes que o trabalho.


Um dia, quando um homem chegou tarde a casa, cansado e irritado após um dia de trabalho, encontrou, esperando por si à porta, o seu filho de 5 anos.
- Papá, posso fazer-te uma pergunta?
- Claro que sim. O que é?
- Quanto ganhas numa hora?
- Isso não é da tua conta. Porque me perguntas isso?!, respondeu o homem, zangado.
- Só para saber. Por favor… diz lá… quanto ganhas numa hora?, perguntou novamente o miúdo.
- Bom… já que queres tanto saber, ganho 10 euros por hora.
- Oh!, suspirou o rapazinho, baixando a cabeça.
Passado um pouco, olhando para cima, perguntou:
- Papá, emprestas-me 5 euros?
O pai, furioso, respondeu:
- Se a razão de tu me teres perguntado isso, foi para me pedires dinheiro para brinquedos caros ou outro disparate qualquer, a resposta é não! E, de castigo, vais já para a cama. Vai pensando no menino egoísta que estás a ser. A minha vida de trabalho é dura demais para eu perder tempo com os teuscaprichos!
O rapazinho, cabisbaixo, dirigiu-se silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta. Sentado na sala, o homem ficou a meditar sobre o comportamento do filho e ainda se irritou mais. Como se atrevia ele a fazer-lhe perguntas daquelas? Como é que, ainda tão novo, já se preocupava em arranjar dinheiro?
Passada mais ou menos uma hora, já mais calmo, o homem começou a ficar com remorsos da sua reacção. Talvez o filho precisasse mesmo de comprar qualquer coisa com os 5 euros. Afinal, nem era costume o miúdo pedir-lhe dinheiro. Dirigiu-se ao quarto do filho e abriu devagarinho a porta.
- Já estás a dormir?, Perguntou.
- Não, papá, ainda estou acordado., respondeu o miúdo.
- Estive a pensar… Talvez tenha sido severo demais contigo., disse o pai. Tive um longo e exaustivo dia e acabei por desabafar contigo. Toma lá os 5 euros que me pediste.
O rapazinho endireitou-se imediatamente na cama, sorrindo:
- Oh, papá! Obrigado! E levantando a almofada, pegou num frasco cheio de moedas. O pai, vendo que o rapaz afinal tinha dinheiro, começou novamente a ficar zangado. O filho começou lentamente a contar o dinheiro, até que olhou para o pai.
- Para que queres mais dinheiro se já tens aí esse?, resmungou o pai.
- Porque não tinha o suficiente. Agora já tenho! Papá, agora já tenho 10 euros! Já posso comprar uma hora do teu tempo, não posso? Por favor, vem uma hora mais cedo amanhã. Gostava tanto de jantar contigo…

Politiquices

Cada dia que passa, a minha alma se delicia com as politiquices que, por cá, se vão passando, neste país desgastado (ou será agastado?) e já cansado da vida.
É a crise, dirão alguns; é o espírito do Natal, outros acrescentarão. O que é certo é que os nossos políticos vão fazendo o favor de nos deleitar com as suas proezas, dentro e fora da Assembleia da República. Mas vamos por partes:

1. O já conhecido Paulinho das feiras, que se deleita com beijos, beijinhos e abraços ternurentos às peixeiras do Bolhão, aqui no Porto, já cansa só de ouvir falar, tantos são os seus primores com que ataca o nosso "primeiro".
Confesso aqui que tempos houve em que eu admirei esse personagem. Nos tempos idos em que o Paulo Portas foi director de um semanário já extinto das nossas praças, reconheço que, enquanto jornalista teve a minha admiração, o meu respeito e era uma pessoa que, pela sua maneira de trabalhar, muito me influenciou nesta minha “loucura” de seguir jornalismo. Mas, quanta desilusão, quanta decepção enquanto político. Comparo-o um pouco ao meu avô, que no auge dos seus 80 anos, ainda tem ideias mais modernas e mais vanguardistas que o próprio Paulinho. Deixo aqui uma homenagem a Helena Sacadura Cabral que não tem culpa nenhuma dos disparates do filho; uma Senhora com S maiúsculo em todos os aspectos.
Mais recentemente, tem-se ouvido o nosso Paulo Portas a desbobinar impropérios a torto e a direito acerca do rendimento mínimo. Aliás, não se tem ouvido outra coisa qualquer vindo do interior da sua alma, a não ser apelar veementemente ao fim dessa “regalia” com que muitos se têm vindo a governar e a “enriquecer”. Só quem não conhece a realidade deste paízinho em decadência é que tem a coragem de dizer que quem recebe uns míseros 190 euros por mês está de bem com a vida. Acredito que muitos recebam muito mais, mas o grosso necessita desta "regalia" para viver. Para sobreviver.
E o mais ridículo é que, quando ele fez parte do saudoso governo de Durão Barroso (que tão bem fez a este rectângulo, vulgo, Portugal), nada fez em contrário; afinal, é mais fácil atirar pedras do que receber as pedradas do povo.

2. Manuela Ferreira Leite, de sonante, só tem mesmo o nome. A seu respeito, nem me atrevo a comentar aquelas tiradas de suspender a democracia, sob pena de ser alvo de algum processo-crime. Mas será de crer que o PSD não consiga pôr de lado uns euritos e contratar um consultor de imagem só para ela? Aquele cabelo, aquele penteado, aqueles fatinhos démodés, o colar de pérolas (ai meu Deus, o colar de pérolas…)!!! Só mesmo por cá é que se pode dizer que ela é a única alternativa ao poder.
Dama de ferro? Onde? A Tatcher portuguesa? Não me façam rir. E por onde tem ela andado ultimamente? Um líder na oposição tem que fazer muito mais do que aquilo que ela faz, que é ficar na sombra a engendrar sabe-se lá o quê ou com quem, que é ainda pior. Se a Manuela Ferreira Leite se quiser igualar a Maria de Lurdes Pintassilgo ainda tem muito que penar, sob pena de ficar relegada para as últimas páginas da história do país.


3. Alternativa ao Poder. Mas quem é essa? Desde que me tenho por gente que vejo sistematicamente as mesmas caras, todas as santas semanas, dia após dia. Veja-se o que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos. Nas eleições presidenciais, o derrotado nunca mais se vê a fazer política activa e não volta a concorrer ao mesmo cargo. Por cá as coisas não são assim: no poleiro estão sempre as mesmas caras, a defender as mesmíssimas ideias e os pensamentos do século passado. Quanto à nova vaga de políticos, não se lhes conhecem novas ideias; pelo contrário, seguem as mesmas pisadas dos "velhos do Restelo".

4. Aqui tenho que fazer novo ponto. Falar de Pedro Santana Lopes não é sinónimo de alternativa, nem aqui nem em lado nenhum e nem mesmo para ninguém. Currículum: ele foi presidente numa câmara (dizem até que não se safou mal), foi presidente num clube de futebol (a minha alma recusa-se a falar desse desporto), voltou a ser presidente noutra câmara e deixou-a cheia de dívidas. Foi depois primeiro-Ministro, tendo feito um trabalho deplorável que é melhor não falar, para não me arriscar a outro processo-crime. Disse que ia andar por aí e volta agora à carga para se candidatar a mais um mandado como presidente.
Desculpem lá, mas estas coisas só acontecem mesmo por cá. E nós ainda acreditamos neste tipo de pessoas que apregoa aos sete ventos, saber o que é melhor para nós, os pobres coitados que não têm dois palmos de testa nem tão pouco têm cabeça para pensar sozinhos.

P.S.: As fotos, por muito que procurasse, foi o melhor que encontrei, no meu vastíssimo arquivo.

Rafael

Que olhos...




Ora digam lá que o meu sobrinho não é Lindo... Não dava um excelente ajudante de Pai Natal??



E este sorriso???



Que saudades!!


Precisamente daqui a 1 mês, ele vai estar aqui comigo. Já estou a contar os dias... e já tenho a prenda de Natal para ele (vai ser dada fora da data mas o que conta é mesmo a intenção).

Cuidado com o gato

Ontem, ao início da tarde, ao passar numa avenida bastante movimentada da cidade do Porto, eis que atravessa a rua uma velhinha com um siamês ao colo. Ao cruzar-se na passadeira com um cão rafeiro, o pobre bicho eriça-se todo e salta para o chão.
Talvez acostumado àquele tipo de comportamento, o cão segue a sua vida sem sequer olhar para o lado. Mas, a velhinha, atrapalhada porque o semáforo devia estar a abrir, coloca-se de gatas à frente do carro, sob o qual o felino estava aninhado.
Entretanto, com o semáforo já verde e o "povo" todo atrás a buzinar, sem se ter apercebido do ocorrido, o pobre bichano vai passando de carro em carro sempre assustado, não ligando nada à dona que, incansável, o continuava a chamar.

O que aconteceu ao pobre "diabo"?
A. Os condutores cansaram-se da situação e arrancaram;
B. Os condutores saíram do carro para ajudar a apanhar o gato;
C. Ao fim de tanta demora, o gato acabou por ser atropelado, deixando a sua dona inconsolável.

Escusado será dizer que a resposta correcta é a B, ou não tivesse isto acontecido na cidade do Porto, onde as pessoas são simpáticas, amáveis e prestáveis.
É verdade... mesmo o gato já tendo passado para os carros atrás, o condutor da frente saiu logo do seu carro e prontificou-se a ajudar a coitada da senhora. Até mesmo as pessoas que iam a passar, se aninharam para ajudar a resgatar o pobre coitado.
Influenciadas pelo espírito do Natal, talvez, ou porque aquelas pessoas também tivessem um amigo de quatro patas, quem sabe, a verdade é que ninguém arrancou dali sem que o felino partisse em paz e segurança, no colo da sua dona.

Sabe tão bem assistir a este género de coisas, para no fim, a nossa alma sorrir de felicidade!!

Fim do ano

"Ao chegar o fim do ano, saudemos aquele que veio ao mundo só para nos salvar: o subsídio de Natal..."

Às vezes apetece rir...

- Sr. Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher que se dá...
- És tu, Carlitos?
- Sim, Sr. Padre, sou eu.
- E com quem estiveste tu?
- Sr. Padre, eu já disse o meu pecado; ela que confesse o dela...
- Repara, Carlitos, mais tarde ou mais cedo eu vou saber, assim é melhor que mo digas agora. Foi a Isabel?
- Os meus lábios estão selados.
- A Maria Gomes?
- Por mim, jamais o saberá...
- Ah! A Maria Josefa?
- Não direi nunca!!!
- A Rosa do talho?
- Sr. Padre, não insista!!!
- Então foi a Catarina da pastelaria, não?
- Sr. Padre, isto não faz sentido....

O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:
- És um cabeça dura, Carlitos, mas no fundo do coração admiro a tua reserva. Vais rezar vinte Pai-Nossos e dez Avé-Marias. Vai com Deus, meu filho....

Carlitos sai do confessionário e vai para os bancos da igreja cumprir a penitência. O seu amigo Pedrito desliza para junto dele e sussurra-lhe:
- E então? Resultou?
- Sim. - Respondeu ele. - Tenho cinco nomes de gajas que dão baldas!!!

Canil vandalizado

Ontem no Jornal de Notícias; hoje na RTP.

O canil da Associação Brigantina de Protecção dos Animais foi vandalizado e o montante dos prejuízos está ainda por calcular. A vedação foi totalmente destruída, assim como a iluminação, quadro eléctrico, vidros e telhas.

Lamentável, é o que me apraz dizer...

Desafio

Aqui está um desafio para quem quiser testar os seus conhecimentos de Língua Portuguesa, a nossa língua. Trata-se de um teste realizado num curso, em que, na frase abaixo, deverá ser colocado 1 ponto final e 2 vírgulas, para que a frase tenha sentido.
Aceitam-se respostas nos comentários e há um pequeno prémio para o vencedor...

MARIA TOMA BANHO PORQUE SUA MÃE DISSE ELA PEGUE A TOALHA.

Contra a Pedofilia

Porque hoje é o Dia Mundial das Crianças, o jornalista espanhol Nacho de la Fuente Lago, autor do blog La Huella Digital (A Pegada Digital), teve uma ideia, no mínimo, original, a fim de acabar com essa praga, denominada Pedofilia.



Nesta vida, a minha alma não se compadece e abomina sob todas as formas três tipos de monstros: traficantes de droga, violência contra as mulheres e abusadores de crianças.

Assim, e porque o melhor do mundo ainda continuam a ser as nossas crianças, Nacho de la Fuente Lago lembrou-se que muitos pedófilos usam tags nos seus blogs (palavras-chave usadas pelos motores de busca) contendo o termo "pornografia+infantil" e acabam por receber muito mais visitas que o normal, mesmo que o conteúdo tenha argumentos contrários ao assunto. E o fenómeno, geralmente, desequilibra a média de leitores durante várias semanas.

Nesse sentido, a blogosfera decidiu-se unir para, hoje, 20 de Novembro, bombardear os navegadores de quem consome esse tipo de imagens com uma mensagem contra a pedofilia. Entre 20 de Outubro e ontem, a campanha "Pornografia Infantil Não" havia recrutado mais de 940 blogues escritos em oito idiomas, incluindo o português, e já contava com mais de 22 mil posts no sistema GoogleSearch condenando a busca, posse, produção e distribuição de imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes. Os textos utilizam ainda outras palavras-chaves favoritas de quem tenta conseguir esse tipo de material, como "angels", "boyboy", "lolitas", "fetishboy" e "preteens".

Para participar nesta campanha, basta escrever um texto contra a pornografia infantil e publicá-lo no seu blog preenchendo, no campo de tags, os termos "pornografia infantil Não", "angels", "lolitas", "boylover", "preteens", "girllover", "childlover", "pedoboy", "boyboy", "fetishboy" ou "feet boy". Quem quiser ainda incluir o seu blogue na lista oficial de participantes basta deixar um comentário neste post com o endereço do seu blogue.

Convém não esquecer a foto. Quem quiser, é só copiar a que aqui coloco.

Vamos todos lutar contra estes monstros... e garantir um mundo melhor às nossas crianças.

Castanhas vs Fogão

Qual é a relação que se pode estabelecer entre castanhas assadas e lavar a loiça? Ou melhor, entre descascar castanhas e limpar o fogão?
Pois bem, antes que o Alzheimer se apodere da minha pessoa, lembrei-me de ir ao baú das minhas recordações, em busca de algumas lembranças da minha juventude, passada em Trancoso.

Antes de passar a cidade, foi aqui que eu completei o meu 10º e 11º anos e, como qualquer estudante, passei pela, dizem, terrível experiência de ter que arrendar um quarto. Foi das melhores vivências por que passei, talvez porque aquela que era a minha senhoria, sempre foi uma excelente mulher e uma Senhora em todos os sentidos.

Foi nessa fase da minha vida, que acabei por conhecer algumas pessoas, por quem ainda hoje nutro um carinho especial, nomeadamente a Graça e a Maria Paula, esta última, autora do blog BandarraVet.

Voltando às castanhas, qualquer beirão que se preze tem que ter castanhas em casa; se não tem castanheiros, há sempre um vizinho ou um amigo que lhe dá um saquinho delas. E a D. Luísa, a nossa senhoria, adorava castanhas assadas. Só não adorava o trabalho que dava descasca-las. E quando digo, descascar, é descascar as ditas cujas, antes de serem assadas.

Assim, sempre que a D. Luísa queria castanhas assadas, convocava-nos aos três para procedermos a tão odioso trabalho. Por forma, faz-se um golpe com a faca e leva-se a assar num tabuleiro, polvilhadas de sal. "Mas isso gasta muito gás", dizia ela. E, assim, lá tinhamos que retirar a casca da bela castanha na totalidade, ficando apenas a camisa, que é como se diz aqui no Porto.

OK. E o que é que tem a ver a limpeza do fogão? Era essa a minha tarefa, todos os dias, após o jantar. A D. Luísa lavava a loiça, a Maria Paula limpava e colocava tudo em cima da mesa, a Graça arrumava e varria o chão e aqui o desgraçado limpava o fogão. É a mais penosa tarefa numa cozinha e, ainda hoje, é daquelas coisas que eu mais detesto fazer.

Quanto à limpeza do dito cujo propriamente dita, aquele coitado era mais bem limpo do que é o meu carro nos dias de hoje. Assim, para ficarem a saber como se limpa verdadeiramente um fogão de cozinha, terão que seguir os seguintes passos elementares:

Primeiro, tiram-se as grelhas e os bicos. Esfrega-se o pobre coitado com esfregão verde embebido em detergente para a loiça e deixa-se actuar a espuma durante cerca de 5 minutos. Com um pano molhado, retira-se a espuma e passa-se um pano seco. Depois, pulveriza-se toda a superfície com um líquido que, segundo a D. Luísa, "é próprio para os fogões porque lhe dá brilho". O tal líquido era de uma marca inglesa (Amway), que custava fortunas "mas que era muito bom, porque é concentrado". E então naquela casa tudo era Amway: o detergente da loiça e da roupa, o amaciador, o limpa-vidros, o sabonete liquido para a casa-de-banho, o champô e o amaciador do cabelo, os detergentes para o chão... era tudo concentrado porque basta umas gotinhas para ficar tudo impecável.

À parte as castanhas e o fogão, foram dois anos da minha vida muito bem passados!!

O que verdadeiramente me irrita

Parafraseando o nome do blogue do meu amigo Sérgio Moreira, "O que verdadeiramente me irrita", há certamente coisas com que nos deparamos no dia-a-dia que nos irritam solenemente.
A saber:

1. Call Centers, mais conhecidos por "Linhas de Apoio".


Quem é que nunca ligou para determinada linha de apoio, a fim de protestar veementemente sobre determinada questão e ouve do outro lado da linha uma simpática voz que nos pergunta:
- Eu tenho o prazer de estar a falar com o senhor...E, do lado de cá, eu interrogo-me: Mas qual prazer? Sim, porque, prazer, eu tenho quando estou com os meus cães, por exemplo; ou quando saboreio uma refeição que me levou uma tarde inteira na cozinha; ou até quando estou na cama, a dormir ou a fazer outra coisa qualquer...
Agora quando eu disparo a reclamar sobre uma factura, por exemplo, em que vejo que estou a ser roubado a olhos vistos, e aquela vozinha irritante me diz que está a ter prazer em me ouvir, ultrapassa-me em todos os aspectos.

2. Call Centers e atropelos à Sra. D. Gramática Portuguesa.

É o pão nosso de cada dia!!! Eu, que defendo religiosamente a nossa língua, quer escrita, quer falada, e que abomino sobremaneira todo o tipo de abreviações (excepto o jinho que acho um must e pouco mais), acho um insulto à nossa inteligência ouvir do outro lado da linha, outra vozinha irritante que pensa que sabe falar português. Muito recentemente, um amigo meu ficou sem Internet (esqueceu-se, como acontece a tantos de nós, o pagamento da sua facturinha). Ligou para a tal linha de apoio e indicaram-lhe a forma de poder pagar rapidamente a factura.
Pagar rapidamente, sim, porque para restabelecer a ligação, tinha que aguardar 24 a 48 horas úteis. E a menina sai-se com este primor linguístico:
- O págamento pode demorar entre 24 a 48 horas a dar entrada no nosso sistema.
O meu amigo respondeu:
- Como? Não percebi...
E ela insiste:
- O págamento pode demorar entre 24 a 48 horas úteis a dar entrada no nosso sistema informático.
O meu amigo volta à carga:
- O págamento? O que é isso?
Ela mesmo assim não se toca e responde:
- Sim... O senhor não disse que ia pagar agora a factura?
E ele esclarece:
- Sim. Vou fazer o pagamento da factura e não o págamento. Da última vez que verifiquei na gramática, o substantivo pagamento, que deriva da palavra pagar não é acentuado como a menina acabou de referir e de insistir. Aliás, a menina também não diz págar.
Silêncio do outro lado, enquanto deste lado, nos ríamos da situação.

3. Gramas e graminhas.

Quero duzentas gramas de queijo, por favor. É o pior dos atropelos. Com a agravante de ouvirmos constantemente essa expressão na rádio e na televisão. Já me cansei de frisar (a quem ouço dizer isso) que grama é um substantivo masculino e que, como tal, se deveria dizer duzentos gramas mas já não adianta... Até a senhora do supermercado me pergunta:
- Quantas gramas de queijinho quer hoje, filhinho??
Até os pelos dos braços se me iriçam... mas fazer o quê?

E hoje, fico-me por aqui. Amanhã é dia de trabalho e a minha caminha anseia pela minha presença. Não são só os atletas olímpicos que gostam de caminha...

Pudim de Castanha

Ingredientes:

1 Kg de Castanhas Martaínha (preferencialmente, da Granja - Penedono)
1 Litro de Leite
250 gr. de açucar
80 gr. de manteiga
3 Ovos
1 colher de sopa de vinho do Porto

Como se prepara:

Depois de cozidas as castanhas, há que retirar a pele (é o mais chato e demorado) e passar pelo passe-vite.
À parte, batem-se as gemas com o açucar até duplicar de volume. Acrescenta-se a manteiga amolecida e o vinho do Porto e por fim o puré de castanhas. Mistura-se o leite (que entretanto ferveu) em fio e deixa-se repousar enquanto se batem as claras em castelo. Por fim, é só juntar as claras e mexer (não é bater com a batedeira).
Deita-se numa forma (daquelas de alumínio que têm tampa) untada de caramelo (eu gosto de muito caramelo) e leva-se ao forno, em banho-maria durante cerca de 1 hora.
Desenforma-se depois de frio, preferencialmente no dia seguinte.

Os meus truques:

1. Acrescentar uma colherzinha de sopa de farinha maizena juntamente com a manteiga e o vinho do Porto e colocar 2 gotas de essência de baunilha no leite enquanto este ferve.
2. Eu apenas passei metade das castanhas pelo passe-vite; as restantes, esmaguei com um garfo para ficarem pedacinhos de castanha pelo meio do pudim.
3. Antes de desenformar, e porque a castanha fica toda grudada ao caramelo, no fundo da forma, deixei em banho-maria durante cerca de 5 minutos para que o caramelo derreta e o pudim que mais brilhante.




A foto não ficou muito famosa, porque a pressa de provar era muita e não me apeteceu tirar mais nenhuma. E pronto! Só não vos convido para provar um "cadinho", porque já acabou. É pena... mas experimentem fazer e digam alguma coisa!!

Dedução de despesas com saúde animal em IRS

Grande parte de nós já nos deparamos com avultadas contas em medicamentos, tratamentos e outras contas para tratar os nossos animais de estimação. Muito se fala em proteger os animais. É obrigatória a sua vacinação e tratamento, trata-se de uma situação de prevenção da saúde publica, mas nenhum dos encargos médicos com os nossos amigos animais podem ser incluídos na declaração do IRS.
Porque deveria ser o contrário, existe uma petição na Internet para posterior envio à Assembleia da República.
Quem quiser assinar, é só clicar aqui.

Cão perdido

Este vídeo está fenomenal. Prova de que as novas tecnologias estão aí para nos ajudar.

video

Obrigado maninha por te teres lembrado de mim.

Jinho.

E depois do voto?

Agora que o mundo descansa, pois Barack Obama venceu as eleições, todos perguntam: E agora?

A tarefa não vai ser fácil e o mundo continua de olhos postos no outro lado do Atlântico. O que tem que ser feito é para hoje e os americanos vão começar a exigir-lhe respostas e soluções a curto prazo.
Até tomar posse, o que irá acontecer em Janeiro de 2009, Obama pouco tempo terá para descansar; ele também não foi eleito para isso, e as notícias dão conta que ele já está a preparar a sua equipa para a Casa Branca, a par da procura de uma mascote. Sim, porque presidente dos Estados Unidos que se preza tem que ter um cão e ele já o prometeu à sua filha.
Resta saber se Obama irá suportar a pressão e saber trabalhar de forma a "salvar" o mundo do estado em que ele está.

Natal 2008 - Bom demais para ser verdade

Pois é... Quem estava a pensar ser o Pai Natal, pode ir mudando de ideias. Afinal, aquilo que escrevi no meu último post, não é verdade.
Segundo informação dada pelos próprios CTT, eles "estão envolvidos num projecto de Acção Social bastante mais abrangente".

Ou seja: De acordo com o Projecto de Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social, do dia 1 de Dezembro de 2008 a 31 de Agosto de 2009, os CTT convidam os cidadãos de todo o País a fazer donativos em géneros para um número alargado de instituições de solidariedade social, nacionais e locais, de uma maneira fácil, rápida e eficaz.

De um lado, os portugueses solidários, do outro lado, as Instituições que todos os dias, no terreno, ajudam quem mais precisa.

Os CTT fazem a ponte entre estes dois, disponibilizando a sua Rede de Atendimento (Estações de Correios) a título gratuito e voluntariamente para o donativo de géneros e/ou pecuniário às Instituições aderentes, disponibilizando gratuitamente nas Estações de Correios, sacos e caixas de transporte para os bens doados: é só colocar o bem solicitado, endereçar à instituição de solidariedade seleccionada e enviar. Estas caixas de transporte chegarão ao seu destino através da Rede de Distribuição dos CTT.


Também não é má a ideia; pena é que não seja divulgada... pelos próprios...

Natal 2008 - Espalhe esta ideia

Que tal fazer algo de diferente, este ano, no Natal?

Sim... Natal... daqui a pouco ele está aí.

Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar numa das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Pai ou Mãe Natal delas? Há a informação de que existem pedidos inacreditáveis; crianças pedindo um casaco para o frio, uma blusa para a avó...
É UMA ideia.

É só levantar a carta e entregar o presente numa agência dos correios até ao dia 20 de Dezembro. O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.
Vá lá, não custa nada e também não dói!
Na vida, a gente passa por 3 fases:

A primeira, quando acreditamos no Pai Natal;
A segunda, quando deixamos de acreditar,
A terceira, quando nos tornamos no Pai Natal!!!

Como funciona o mercado de acções...

Estava-se no Outono e os Índios de uma reserva americana perguntaram ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um Chefe Índio, mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo. No entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.

Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia; dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Nacional de Meteorologia e perguntou:

- "O próximo Inverno vai ser frio?"
- "Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio" respondeu o meteorologista de serviço."

O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico:

- "Vai ser um Inverno muito frio?"
- "Sim", responderam novamente, "o Inverno vai ser mesmo muito frio".

Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem, sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional:

- "Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito frio?"
- "Absolutamente" respondeu o homem. "Vai ser um dos Invernos mais frios de sempre".
- "Como podem ter tanto a certeza?" perguntou o Chefe.

O meteorologista respondeu:

- "Os Índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos".

É assim que funciona o mercado de acções...

Ele nunca te vai abandonar.

E você é capaz de fazer o mesmo?

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Uma das melhores publicidades que eu já vi. Toca bem lá no fundo...

O Governo decidiu...

... e já está decidido.


Os aumentos para este ano são de 2.9% e os sindicatos já se preparam para novas manifestações. Nada a que já não estejamos habituados, neste país de brandos costumes, plantado à beira-mar. Já começa a cansar o actual estado de coisas por que vamos vivendo e sobrevivendo, ano após ano, seja com crise, seja sem crise.




Já estou a ver as grandes faixas pintadas de preto, com o povo a sair à rua, a içar os cartazes de protesto...

Já estou a ver as grandes parangonas a insultar os ministros e o povo a chorar aos microfones das televisões a lamentar-se que não consegue sobreviver com o salário mínimo...

Já estou a ver a corrida aos bancos com o povo a querer renegociar os créditos a habitação, a aproveitar a nova lei que lhes permite pagar menos pela mesma casa...

Já estou a ver as publicidades em tudo o que é lugar a incentivar o povo a pedir emprestado e pagar daqui a uns meses...

Já estou a ver as novas campanhas publicitárias dos bancos, com o Ronaldo, o Scolari, o Jorge Gabriel e o Mourinho, a dizer ao povão que naquele banco é que é bom... sim, aqueles bancos a quem o Governo ajudou para sair da falência e que continuam a gastar as poupanças que o povo lá deposita em atractivas campanhas publicitárias...

Já estou a ver o povo a marcar férias para as Canárias ou para a República Dominicana...

Já estou a ver o povo a contrair mais um empréstimo para pagar as tão merecidas férias... agora que o Governo está a ajudar no pagamento do crédito à habitação...



É isto, meu povo... é mais do mesmo e com os mesmos sempre a reclamar. E assim o país lá vai levando a cruz ao seu calvário, à espera de melhores dias. É uma tristeza mas é o que somos e, quem sabe, aquilo que merecemos ser.



Já não adianta! Portugal e os portugueses sempre se acomodaram à mediocridade do "logo se vê" e não há volta a dar.



Algum iluminado que por aqui passe e me diga que eu estou errado??

Ratos - Parte II

Já aqui explanei as minhas renitências quanto a estes repelentes seres vivos. Pasme-se a minha alma quando dei de caras com este artigo, que diz o seguinte:

"...o ginecologista italiano Severino Antinori fez uma revelação surpreendente – repugnante para a maioria. Nos testículos de ratos, o médico cultivou os espermatozóides imaturos de quatro homens estéreis. Depois de três meses, dentro do organismo dos bichos, as células estavam aptas a fecundar um óvulo. Fez-se então a fertilização in vitro, da qual resultaram quatro crianças saudáveis. A mais nova já tem 2 meses e meio.
Vamos repetir: as quatro crianças foram geradas por espermatozóides humanos que maturaram em testículos de ratos.
"

Imagine-se a revolta destas quatro crianças quando, um dia, vierem a saber quer foram geradas dentro destes seres; felizes e contentes não deverão ficar. Antes pelo contrário, a sua revolta interna deverá ser imensa, aliada à humilhação por parte daqueles que souberem esta história e que com eles conviverão.
Resta saber se os pais destas quatro crianças sabiam dos testes do médico ou se ficaram a par das novidades, tal como o resto do mundo.
É caso para dizer: mais valia adoptar uma criança.

Ratos

Ó criaturinhas abomináveis, repelentes e asquerosas...

Podem até não acreditar, mas não há animal no mundo que me meta mais nojo e me repugne do que os ratos, ratinhos, ratazanas e afins.
É um animal nojento como não tem igual. E, depois de pensar um pouco, pergunto-me: Para que é que ele serve? Se não existissem estes bichinhos no mundo, será que eles faziam falta à humanidade? Não me refiro aos ratos de laboratório, utilizados em experiências médicas e outras do género. Refiro-me mesmo áqueles pretos, cinzentos, grandes ou pequenos, que enfernizam a vida e as casas de tantas pessoas.
Ainda ninguém se lembrou de os dizimar da face da terra??

P.S.: Desculpem-me a estupidez deste post, mas hoje deu-me para isto!!

Casamento entre Iguais

Falarmos em casamento civil é uma questão de Direitos Humanos?

Acredito que sim, da mesma forma que acredito que cada um de nós é livre de querer ou não dar esse passo em frente nas suas vidas. Uns optam por faze-lo; outros decidem viver em união de facto, partilhando tudo nas suas vidas, à semelhança de um casamento; a única diferença é que não têm um papel a constatar que vivem sob o mesmo tecto. E, à semelhança dos que optam por se casar, têm também as suas regalias sociais, fiscais, entre outras.

Serve esta minha primeira introdução para aqui expressar o que me vai na alma, no que diz respeito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Todos os cidadãos são livres de fazer o que pretenderem, desde que com isso não interfiram na liberdade dos outros; afinal de contas, a minha liberdade termina naquele pequeno ponto onde começa a liberdade de outros. Quero com isto dizer que, caso alguém queira dar o tal passo em frente, ainda que seja com um ser semelhante a si próprio, deveria ter esse mesmo direito. Porquê?

Aqui não está em causa o casamento em si. O nome casamento, represente ele o que representar para a sociedade portuguesa, mais não é do que um contrato celebrado entre duas pessoas. O que está em causa não é a festa em si, os convidados, a cerimónia, a boda, o álbum de fotografias e de vídeo, ou até mesmo a lua de mel. O que está em causa e o que é exigido por todos os homossexuais é o direito ao reconhecimento das suas relações, o direito aos bens que o casal tem em conjunto, o direito à assistência na doença, o direito de poder faltar ao trabalho para acompanhar o companheiro, tal como o marido faz agora com a mulher e vice versa.

Dizem os mais conservadores que reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo é negar o conceito de casamento em si, porque a finalidade máxima do casamento é a de procriar. Quantas famílias, ditas normais, não recusam a ideia da procriação? Quantos casais querem ter filhos e, pelas mais variadas razões, não podem, não querem ou não conseguem? A esses não lhes devia ser negado o casamento?

A manter-se o actual estado de coisas, significa manter-se a humilhação, a discriminação e o insulto a cidadãos de plenos direitos, da mesma forma como são plenos os seus deveres. A manter-se este estado de coisas, significa que continuamos a ser um país, cujos habitantes têm todos os mesmos deveres, mas só a alguns é que são permitidos alguns direitos.

Já chega de encararmos as pessoas que gostam e que amam de outras do mesmo sexo, de anormais, doentes, rotos, paneleiros, fufas e afins. Vivemos, orgulhosamente, num país de Terceiro Mundo que se diz desenvolvido, porque se recusa a aceitar a diferença entre todos e cada um de nós.

A mim choca-me ver um casal de dois homens aos beijos numa paragem de autocarro, da mesmíssima forma que me choca assistir a igual comportamento entre um rapaz e uma rapariga no mesmo local ou ver um carro estacionado à beira mar aos solavancos com folhas de jornal coladas nos seus vidros embaciados. Para tudo na vida há um limite e para todas as circunstâncias há um local para se fazer o que bem entendemos.

E porque a minha liberdade termina naquele pequeno ponto onde começa a liberdade dos outros, eu não sou obrigado a assistir, num local público, a manifestações exageradas de carinho, só porque aqueles dois acharam por bem faze-lo. Se estão com vontade de se comerem, ou vão para casa de um deles ou dividem a factura de um quarto de hotel.

Nesse sentido, é por demais lamentável termos assitido à peça de teatro que passou esta sexta-feira na nossa Assembleia da República; é por demais deprimente termos um governo que, para umas coisas se mostra tão ousado e tão à frente e, para outras, tão retrógrado e tão atrasado.

Citando a Margarida Rebelo Pinto, "Portugal é uma ilha que, só por coincidência, faz fronteira com Espanha..."

Os nossos amigos

Aproveitando o facto de, amanhã, 4 de Outubro, ser o dia mundial dos animais, e à boleia do "Mais cedo ou mais tarde" da TSF de hoje, dou-vos a conhecer a minha tão estimada família.

Comecemos pelo primeiro, o Senhor cá do burgo e Rei de tudo.


Este é o Óscar, tem quase 10 anos e é uma criatura única. De uma inteligência que só ele tem, é o meu melhor e mais fiel amigo. Inigualável!

Segue-se a esposa: a Diana.


Amorosa e de uma tal meiguice que, por vezes, até chega a incomodar quando só nos quer brindar com as suas lambidelas. O casal teve, para além de muitos outros, que foram fazer felizes inúmeras famílias, a Cruela que eu decidi adoptar.



Um pouco porquinha esta menina mas linda como só ela é. Farta-se de ladrar e é ela a primeira a dar sinal quando chegam "visitas".

Segue-se a Zuca;


Um vizinho achou por bem dar-ma, em detrimento de a enviar para o canil. Babar-se é com ela e só lamento não poder ficar com um descendente desta beleza, mas não há maneira desta menina engravidar... Terna e meiga são adjectivos mais que apropriados para a caracterizar.

Depois vem o Gaspar.


Não gosta muito de gente estranha à casa e os estranhos também não devem gostar muito de tocar à minha campanhia. Um cão lindo e meigo, apesar do olhar, que é bem enganador.

Por fim, e por culpa desta amiga, o último membro da minha família é a Luísa.


Desconfiada como só ela, só a muito custo vai ter com quem não conhece.

Esta primeira introdução serve para falar um pouco dos animais e daquilo que eles deviam significar para a maioria das pessoas. Não é à toa que os meus cães têm nome de gente, com excepção da Zuca, pois já a recebi adulta. É como gente que eu os considero.
O que acontece, infelizmente, numa grande parte das vezes, é haver "bestas" que maltratam a torto e a direito estes nossos amigos. Nem todos deviam ter um animal de companhia em casa; o que é certo é que é chique ter-se um cão de grande porte, mesmo que se viva num minúsculo cubículo a que chamam apartamento. Sou contra esse tipo de comportamento. Permito-me ter 6 animais em casa, porque tenho um jardim enorme onde eles andam à vontade e sem qualquer problema de poderem fugir e ser atropelados. Mesmo assim, sei e conheço os meus limites, não obstante ter o sonho de poder adoptar todos os animais abandonados que vejo na rua e poder trata-los como eles merecem. Mas, como não posso, não o faço.
Muitos, nem isso pensam. É chique ir para a praia passear o cão, ser o alvo de todas as atenções na rua e chegar a casa, enfia-lo num recanto qualquer e esperar que ele "não faça das suas e não me chateie". Aborrece-me esse tipo de comportamento nas pessoas.
Outra coisa que me aborrece solenemente, para não dizer pior, é ver animais ser espancados e maltratados. Lembro-me daquele "artista" que prendeu o cão numa galeria de arte, para servir de exposição a quem o visitava. O pobre animal morreu desidratado porque não houve alguém sequer que lhe levasse água. Outro exemplo: as touradas ou os rodeos: são pura atrocidade para com os animais, que não lhes fizeram mal algum. Em nome do divertimento (se é que a isso se pode chamar divertimento), sacrifica-se a vida daqueles que tanto nos têm para dar...

Voltei. Será que voltei?

Quatro anos se passaram desde o meu último post. Como é longa a vida e quão curto é o tempo, esse fulano que mais não faz do que roubar-nos aquilo que mais queríamos ter.
Por culpa de uma amiga, cá volto para dizer das minhas. Vamos lá ver durante quanto tempo ou por mais quanto tempo por aqui vou continuar.
Nunca aqui tive grandes visitantes; também nunca foi esse o meu propósito ao criar este blogue. Já por aqui ando desde Dezembro de 2002, ainda estava eu na faculdade quando os blogues deram os seus primeiros passitos. Confesso que fui um dos primeiros portugueses a ter este espaçozito na longa esperança de por aqui continuar.
Mas, e como na vida tudo tem um mas, o tempo, ou melhor, a falta dele, fez com que eu relevasse a blogosfera para outros cantos da minha vida. Afinal de contas, todos nós temos coisas mais importantes a fazer.
Quanto a balanço de vida, quatro anos depois, muito se fez e muito ficou ainda por fazer. Nesta fase da minha vida (os 30 passam a voar...), quem sabe ainda encontrarei algum desse tempo para fazer tão mais do que o que já fiz; e não foi tão pouco como isso.
Se o tempo assim mo permitir, aqui virei deambular das minhas!!

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