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"Analisa bem quem é teu amigo, porque se o consideras como tal e ele não o for, pode muito bem ser o teu principal inimigo"

Anónimo
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Surpresa

Chego eu a casa, hoje, depois de um dia chato de trabalho, e quem encontro à minha espera?



Pois é... o "Fael". Escusado será dizer que assim que me viu, ainda eu dentro do carro, começou logo a correr em direcção a mim, com aquele sorriso lindo que só ele tem.
- Onde queres ir? - Perguntou ele.
- Cavalinho...
- Bora lá...


Tem que ser assim, com o pai a segurar a Estrela, não fosse ela espantar-se e acontecer algo de mal.
- Vamos embora?
- Não...
- Mais tarde, vimos outra vez...
- Tá bem...
- E agora? Vamos fazer o quê?
- Vamos "bincar"...


E qual não é a criança que gosta de brincar com gatos e com cães?? Desde que o bichano tenha rabo para se puxar, cá vai disto...

O pior foi a seguir...
- Rafael, vamos à praia?
- Sim.
- O tio não vai, que tá cansado...
Um berreiro tremendo. Foi a chorar, desde casa até ao carro e assim continuou.
- O tio fica aqui. Nós já vimos...

Uma prenda de anos atrasada, que eu não estava a contar. A melhor de todas as que recebi até hoje...

Tarde a chorar

Já toda a gente sabe que eu sou um sentimental e um romântico (há quem me chame lamechas).
O que muitos (ainda) não sabiam é que eu choro quando me emociono com um filme mais ou menos dramático; desde a singela lágrima no canto do olho, até áquelas lágrimas que caem e inundam a cara toda, deixando os olhos inchados, como se estivesse a chorar de dor.

Serve esta minha introdução para dizer que passei a tarde deste domingo a chorar como uma Madalena arrependida a ver este filme:



O filme realizado por Frank Marshall e produzido pela Disney, já tem três anos, mas só tive o prazer de o ver este domingo, na SIC. Trata-se de um emocionante e comovente filme de acção e aventura, sobre a lealdade e a amizade de um guia, Jerry, brilhantemente interpretado por Paul Walker, que se vê obrigado a deixar para trás os seus oito cães de trenó (Buck, Dewey, Max, Maya, Old Jack, Shadow, Shortie e Truman), para sobreviver ao mais terrivel Inverno do planeta.

Como amante que é dos seus cães, Jerry não descansa enquanto não regressa à Antárctida para resgatar os seus amigos, 175 dias depois de os ter lá deixado. Baseada em factos verídicos, esta história comove qualquer um, principalmente nas cenas em que dois dos cães morrem e, principalmente, no reencontro dos restantes seis com o seu dono e amigo.

Até sábado passado, o filme que mais lágrimas me fez brotar foi "A Cor Púrpura"; este domingo bati o recorde; chorei, chorei, chorei até ficar com os olhos doridos e mais chorei no fim quando Jerry carregou nos seus braços a sua cadela preferida, Maya, que ele julgava estar morta.

A quem ainda não viu, aconselho vivamente e claro que este filme vai direitinho para a minha lista Top 10 dos melhores filmes. Como dizia Milan Kundera, “Os cães são o nosso elo com o Paraíso. Eles não conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé de uma colina numa linda tarde, é voltar ao Éden onde se fica sem fazer nada e isso não era tédio. Era paz.

Eurovisão da Canção 2009 - Parte II

Depois de um escandaloso 15º lugar, só me apraz dizer: Nós merecemos.

Amanhã, se estiver com melhor disposição, virei aqui postar umas coisinhas.

Eurovisão 2009

Por incrível que possa parecer, a música que este ano representa o nosso país foi qualificada para a final do próximo sábado da Eurovisão da Canção ,que este ano é organizada pela Rússia.
Assim, vamos poder, no próximo sábado, assistir a nova interpretação de "Todas as Ruas do Amor", da autoria de Pedro Marques, naquele que é o maior palco construído para este tipo de festival.

Já aqui o tinha dito e repito: este género de música (entenda-se, a nossa), não vai longe na Eurovisão, mas ouvindo todas as músicas a concurso, a tónica dominante é a de haver poucos géneros musicais e, cada vez mais, apostar-se no espectáculo, na imagem de palco e em coreografia arrojadas, do que nas músicas que se apresentam ou mesmo nas respectivas letras.
A beleza que o Eurofestival da Canção tinha, era a de que cada país interpretasse as respectivas músicas na sua própria língua; agora, cada um pode cantar na língua que quer e bem lhe apetece e, assim sendo, a maior parte do que se assiste, é músicas em inglês, inglês e inglês. Independentemente destas "modernices", o que é certo é que a Eurovisão ainda consegue ser daqueles acontecimentos que prende muita gente ao sofá; eu por mim falo.

Por isso, no próximo sábado, faça chuva ou faça sol, eu lá estarei, de telemóvel desligado e completamente apagado para o mundo, sintonizado na RTP e no site oficial. E não adianta barafustar nem me contrariar: para mim, a hora da Eurovisão é sagrada e não faço nada de nada... incluindo o jantar; só depois de conhecer o vencedor (que espero seja Portugal), é que vou encarar os tachos e panelas. E ainda assim, vou pensar sobre o assunto.

Que vença a melhor música; que vença Portugal (apesar de achar que a música não vai lá, vou torcer pelo nosso país)...

Parabéns a mim

15 horas do dia 10 de Maio de há 34 anos, em Tourcoing (França), nascia um ruivo que se havia de chamar Joel Pinto. Joel, em homenagem a um colega de tropa que o meu pai teve em Moçambique; Pinto, nome de família. E ainda bem que quis o destino (melhor dizendo, o responsável ao equivalente cá à Conservatória Civil), que o apelido da minha mãe também fosse incluído no meu nome, pois por vontade de ambos, seria esse apenas o meu nome.

Pois é, os anos começam a pesar e os cabelos brancos começam já a aparecer. O problema é que, quando forem muitos, não há tinta desta cor para os cobrir e aí é que vão ser elas. Mas adiante...

São já 34 anos de uma vida com muitos altos e poucos baixos; não tenho tido razão de queixa, não fossem os desaguisados que a vida nos prega (a quem não prega!!) e tudo era um mar de rosas.

Por este meu cantinho passam poucos mas maravilhosos amigos: uns, aqui comentam o que me vai na alma; outros, comentam quando estão comigo ou quando me telefonam. Enfim, cada um se exprime como melhor lhe convém e deixo aqui um obrigado a todos eles e o agradecimento por, cada um deles, à sua maneira, ser como é.

Não tenho muitos amigos, confesso. Conto-os pelos dedos de uma mão, e acreditem que ainda me sobram dedos!! Os amigos verdadeiros, aqueles com quem contei no passado e que posso contar para o resto da minha vida, esses sabem bem quem são.

Por isso mesmo, acreditem que é do fundo do meu coração que eu digo que dou mais valor ao facto de um amigo se ter esquecido do meu aniversário, do que ter recebido mensagens de supostos amigos que o não são; ou até mesmo, ter recebido mensagens de amigos com quem já não falava há quase um ano, do que daqueles que se dizem meus amigos. Não é à toa que neste meu blogue coloquei a seguinte frase: "Analisa bem quem é teu amigo, porque se o consideras como tal e ele não o é, pode bem tornar-se no teu maior inimigo...". Não há nada pior no mundo do que pensarmos ter um amigo, e ele se tornar nosso inimigo, em todos os aspectos, do dia para a noite.

É como as prendas: não lhes dou a devida importância. Gosto de as receber, como qualquer um, mas não é coisa que esteja à espera de receber, principalmente de um amigo. Sou daquele género de pessoas que gosta mais de dar do que de receber...

Posto isto, para os meus verdadeiros amigos, aqui deixo um abraço do tamanho deste mundo e mais metade do outro; para os restantes, deixar um bocadinho de nada já é bastante demais!!

P.S.: Quem não me deu os parabéns e se enquadra na lista dos restantes, pode sempre enviar-me, via CTT, uma prendinha. Não sabes o que me dar? Lê este post; sempre dou uma ajudinha...

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