15 junho 2021
11 junho 2021
Mousse de Carambar
Vamos lá partilhar a MINHA receita de Mousse de Carambars, a pedido de muitas famílias.
Primeiro que tudo, e para quem não conhece, o que são carambar's, a história remonta a 1954. Os franceses Georges Fauchille e Augustin Gallois inventaram os Carambar's e, segundo a lenda, esta criação deveu-se a um mero erro de receita. Hoje em dia, chamamos a isso um "erro de génio"!
Em França, encontramos os carambar's em qualquer sítio; em Portugal, quem tem a sorte de ter um supermercado e.Leclerc perto, de quando em quando, é possível encontra-los. Aviso já, que os preços são um pouco proibitivos mas vale de tudo para cometer uma loucura. Para além disso, há vários sites onde já os podemos encomendar. Se encomendarmos, ainda, outra especialidades gaulesas, no final, os portes não ficam tão caros quanto isso. Deixo-vos aqui uma alternativa.
Bom, vamos lá ao que interessa, que é a minha famosa mousse e que muitos de vocês já provaram e outros tantos gostariam...
Em imagens, para isto ser mais giro:
De certeza que têm tudo? Vamos lá colocar o avental, arregaçar as mangas e apanhar o cabelo (quem o tiver grande, claro está).
Estamos quase lá... Já só falta uma etapa:
E podem deliciar-se à vontade... foi o que fizemos aqui em casa!!
Mais informações da marca Carambar, aqui
24 maio 2021
Dezoito anos depois
Escrevi, há já 18 anos, nos meus tempos de Jornalista, um texto a que dei o título "No sítio da Paz" e que foi publicado no jornal "O Primeiro de Janeiro".
Podem ler esse texto clicando AQUI.
Dezoito anos depois, num exercício de escrita criativa, decidi "continuar" esse relato, como se tivesse reencontrado o personagem dessa história, ou ele a mim. Trata-se de um texto de ficção, utilizando algumas técnicas de escrita de não-ficção.
O encontro estava marcado para o meio dia. Como por coincidência, os nossos caminhos voltaram a cruzar-se no dia anterior, dezoito anos depois de nos termos encontrado pela primeira e única vez. E foi ele quem se acercou de mim e se voltou a apresentar. Voltemos a chamar-lhe António, porque foi dessa forma que eu o consegui voltar a identificar, enquanto que ele me reconheceu pela cor ruiva dos meus cabelos, no preciso momento em que nos cruzámos na passadeira. Havíamos falado uma única vez, há quase dezoito anos, naquele local batizado por ele, e por outros, de “O Sítio da Paz”. Nessa altura, depois da nossa conversa – longa –, voltei para a redação, escrevi aquele texto e, no dia em que o jornal saiu para as bancas, António decidiu telefonar-me. Simplesmente para me agradecer. Um obrigado sentido por o ter escolhido e retratado, a ele, no meio de tantos outros.
Agora, no alto dos seus mais de quarenta anos, António respira de alívio. As olheiras já não estão tão pronunciadas, os ossos já não estão tão vincados no seu corpo e ele já não está tão escanzelado, nem as suas mãos tremem, como outrora. Só os dentes é que nunca mais voltaram a ser o que eram. A cor dos que ainda guarda, agora acastanhados, deixam transparecer que já não há mesmo nada a fazer e os cigarros que continua a fumar, uns atrás dos outros, também não ajudam. “Não vai demorar muito até os arrancar e ter de colocar uma prótese”, confessa ele. E as dores, acrescenta, de longe a longe ainda as sente, percorrerem-lhe a coluna, de alto a baixo. Tirando isso, é viver um dia de cada vez e rezar para que a tentação o não assole a cair de novo naquela vida de amargura de antigamente.
Nascido naquela por que é conhecida, a terra do Sol, foi para a Amareleja que António decidiu regressar quando acabou o seu tratamento e lhe disseram que estava pronto para seguir o seu caminho. Lágrimas, ouve muitas e medo. Muito medo de falhar, de cair, de não se conseguir conter nem reerguer. Um amigo, daqueles que “guardamos para a vida”, arranjou-lhe lá um trabalho na Central Solar Fotovoltaica, considerada até 2008, a maior do mundo. Foi dos primeiros a ir para lá “fazer limpezas e o que mais fosse preciso”, mas não se quedou por lá muito tempo porque, “ao fim de um ano, aquilo era muito calmo para mim e eu também nunca me dei bem com o calor”, remata António, rindo.
Lisboa até teria sido uma boa escolha, mas depois de assistir na televisão “àquela monstruosa manifestação do povo contra o Sócrates”, decidiu rumar a Norte e escolher a cidade do Porto para se fixar. A crise económica que se iniciara um ano antes, estava a afetar todos os países, mas António ouvira dizer que o turismo no Porto começava a revitalizar e, até agora, “não me arrependo de ter vindo”. Com o dinheiro amealhado, conseguiu instalar-se numa residencial de segunda, daquelas em que a humidade não permitia descortinar qual a verdadeira cor dos tetos e das paredes do quarto. Em menos de duas semanas arranjou trabalho nas obras. “Era o que havia, tudo ao negro, sem contratos e recebíamos ao fim da semana”, o que ia permitindo mudar de poiso, pelo menos, para um lugar mais “decente”. Seguiram-se tantos outros trabalhos, que António já lhes perdeu a conta e, hoje, já nem consegue enumerar todos os locais por onde passou: cafés, restaurantes, hotéis, lojas de brinquedos e tantas outras. Hoje está bem, confessa, mas sempre que os patrões abusavam dele, virava costas e ia embora. “Dormi muitas noites na paragem dos autocarros, em frente à igreja do Marquês, até que o senhor padre me veio deitar a mão”.
E aquela vida? Quis eu saber. Está tudo no passado? “Felizmente”, respondeu António, depois de voltar a respirar fundo para, logo de chofre, confessar ter tido uma recaída, depois de uns dias a deambular na cidade, sem teto, sem emprego e sem nada para comer. Num desses dias, igual a tantos outros, António deu por si a arrumar carros na praça Velasquez. E, como por acaso, encontrou uma carteira no chão. Guiado por uma vã esperança de que as coisas se podiam alterar, qual destino cujos astros se estavam a alinhar para que ele se endireitasse, e deu de caras com outro arrumador, num beco, a injetar-se. Como que hipnotizado, António caiu na tentação e o clamor da sua mente foi mais forte do que a vontade do seu corpo. E foi naquele momento de completo êxtase, de pura contemplação que o seu corpo deu de si, como que a revoltar-se do vil ato que o seu amo acabara de cometer. As entranhas revolveram-se ao ponto de nada conseguirem suster, o pouco conteúdo do seu estômago rodopiou dentro dele e uma lancinante dor percorreu-lhe corpo e alma. Esvaziado por completo, sujo como nunca se havia encontrado, António acabou por se aninhar, enrolado como se enrolam as crianças, as mãos cruzadas atrás da cabeça e chorou, copiosamente, como nunca tinha chorado, nem mesmo quando abandonou os amigos na comunidade que o havia salvado, anos antes.
O tormento de António acabou quando o padre Rubens lhe tocou, com as suas grossas e peludas mãos, o olhar de bondade como que a encurrala-lo. Ele não quis saber porque tinha o corpo imundo ou como conseguia exalar aquele cheiro nauseabundo. Abriu-lhe as portas da sua paróquia, acolheu-o em sua casa e fez dele um exemplo vivo para os mais novos seguirem. Aconselhou-o, ajudou-o, motivou-o e estendeu-lhe a mão no momento que ele mais precisava. Deu-lhe os merecidos raspanetes, no seu devido lugar e quando o tempo o permitiu ou as feridas sararam. Fez dele o Homem que ele é hoje e António está-lhe eternamente agradecido por isso. E transmite-lhe esse reconhecimento, todos os dias, com todas as palavras, com todo o trabalho que faz na paróquia e com todo o tempo que lhes dedica, principalmente aos mais jovens.
Dezoito anos depois da nossa primeira vez, também na nossa segunda conversa, o por-do-sol estava presente. António era agora um homem feliz e ele sabia-o. Inspirava outros para não enveredarem pelos caminhos escabrosos que ele havia percorrido e adorava estar rodeado de crianças. E as crianças retribuíam-lhe com a mesma moeda. E o que é que a sua família acha de tudo isto? Perguntei eu, como que a rematar a nossa conversa. “A minha família são estas crianças”, respondeu ele ao encolher os ombros, “os outros não interessam”.
23 maio 2021
Festival Eurovisão da Canção - o rescaldo
22 maio 2021
Festival Eurovisão da Canção - Final
É já hoje o tão aguardado dia!
Às 20 horas e em direto na RTP, depois de um ano de interregno por causa da pandemia da Covid-19, o Festival Eurovisão da Canção regressou em força, adaptado à nova realidade imposta por este vírus. Relembro que esta edição contou com a participação de 39 países e que, após as duas semifinais, foram 26 as canções que logo à noite vão disputar o tão desejado microfone de cristal.
Confira agora a ordem de atuação de todas as canções.
Portugal e os The Black Mamba atuam na 7ª posição.
Para poderem votar na canção portuguesa, basta seguir as informações nas imagens seguintes:
A canção representante de Portugal, Love Is On My Side, está neste momento em segundo lugar nas tendências do YouTube e classificada em 8º lugar para vencer esta edição. A liderar esta tabela está a Suíça e a França.
Claro que vou estar a torcer pela nossa canção mas, bem lá no fundo, a minha favorita é a canção francesa...
Et oui... je soutiens la chanson française!!!
Que a melhor vença...
Fotos: escportugal
20 maio 2021
Portugal no Festival Eurovisão da Canção III
E eis chegado o dia de Portugal se apresentar à Eurovisão. O espetáculo começa mais logo, às 20h, hora portuguesa e os The Black Mamba atuam na posição 12.
Para votarem na música portuguesa, basta seguirem as emissões de televisão do país onde se encontram. Como alternativa, deixo aqui a lista completa dos números a marcar para votar em "Love is on my side".
Depois é só fazer figas, apreciar o espetáculo e esperar que Portugal passe à final.
17 maio 2021
Portugal no Festival Eurovisão da Canção II
Os The Black Mamba são uma banda portuguesa fundada em 2010, por Pedro Taborda aka Tatanka, Ciro Cruz e Miguel Casais. A banda venceu o Festival RTP da Canção 2021 com o tema Love is on My Side, pelo que irá representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção 2021, a decorrer na Holanda.
Portugal no Festival Eurovisão da Canção
Portugal juntou-se à família Eurovisão em 1964 e detém o recorde de mais presenças no Festival Eurovisão da Canção sem vencer o concurso, até 2017, quando Salvador Sobral ergueu o troféu em Kiev, na Ucrânia.
Portugal é o país mais ocidental da Europa continental e falhou apenas 5 competições desde que ingressou na Eurovisão; 1970, 2000, 2002, 2013 e 2016.
Em 2008, Portugal ganhou o Prémio de Imprensa Marcel Bezençon com Vânia Fernandes e a canção Senhora do Mar (Negras Águas).
Em 2017 Salvador Sobral ganhou o Prémio Artístico Marcel Bezençon e o Prémio Compositor Marcel Bezençon com a música Amar Pelos Dois.
16 maio 2021
Eurovisão da Cancão 2021
E eis-nos chegados à semana mais importante do ano: a semana da Eurovisão.
Quem me conhece sabe que sou fã nº 1, que vibro com esse evento. E, para mais, este ano, a França tem sérias condições para levar o caneco para casa.
Amanhã falarei da canção portuguesa que nos vai representar mas, hoje, deixo-vos com o videoclip oficial de Voilà, a canção interpretada por Barbara Pravi:
15 maio 2021
...No sítio da paz...
Vamos lá recordar um texto meu, escrito há quase 18 anos e publicado nos meus tempos de Jornalista no já extinto "O Primeiro de Janeiro"
...No sítio da paz...
"Honestidade, entre-ajuda, respeito, amizade, limites e, acima de tudo, frontalidade". A nossa conversa começou assim. Naquele lugar tão especial para eles, as confissões, os testemunhos, a história das suas vidas vão-se desenrolando. Afinal de contas, nós estávamos no seu território.
Chamemos-lhe António. António tem 22 anos e já não sabe que idade tinha quando foi a sua primeira vez. A minha primeira pergunta era simples: por que motivo entraste na droga? E eu que pensava que a resposta era simples. Fiquei, depois de os ouvir a todos, com a sensação de que a resposta a essa pergunta e a tantas outras era muito, mas mesmo, muito difícil.
O local decidido para falarmos foi baptizado por eles, por Sítio da Paz; é um local que existe na sua comunidade e que serve de retiro para aqueles momentos em que querem estar sozinhos e confrontar a vida. Pensar, meditar, olhar para o seu interior e, talvez, chegar à conclusão de que vale a pena viver. E viver sem drogas é muito melhor. Como é que um jovem, no começo da sua vida se envolve na mais profunda das misérias? Que amante é esta, gulosa, arrebatadora, assassina? Entre recaídas e ressacas, o percurso de António estava escrito nos seus olhos, tristes e, lá bem no fundo do seu olhar, estava a dúvida de que alguma coisa poderia ser feita.
António confessa-nos que, de vez em quando, fumava haxixe com os amigos, apenas por brincadeira. A heroína chegou mais tarde, na comemoração do aniversário de um amigo. Voltou a consumir uma segunda, uma terceira, uma quarta vez. Quando caiu em si, estava viciado. Os dias no trabalho, corriam penosamente. Chegava atrasado, descuidava-se com o seu aspecto, adormecia à secretária. Os seus colegas repararam que algo de estranho se passava, mas ninguém imaginava qual era o verdadeiro problema. Todo o seu dinheiro ia para a droga. Fez várias tentativas para se "limpar", mas nada resultou. Decidiu afastar-se da cidade de Lisboa, acreditando que, com isso, conseguia libertar-se do produto que o escravizara. No entanto, sem família, sem amigos, sem dinheiro, sem ninguém a quem recorrer, António voltou à capital e passava os seus dias, deambulando, a arrumar carros. Ali, bem perto dos bairros onde se abastecia para alimentar o seu vício.
São tantas histórias, idênticas entre si e que têm todas o desfecho sombrio do confronto entre a vida e a morte. A escolha do que se quer fazer, dali em diante, é apenas dele e de mais ninguém. António acredita que, um dia, poderá regressar a casa. Talvez encontre à sua espera, a sua mulher e a sua filha, ainda bebé, que já não vê, nem ele sabe há quanto tempo. Talvez elas o perdoem pelo facto de ele ter transformado as suas vidas no horror por que passaram, nos bens que lhes roubou para alimentar a sua "amante".
Pergunto-lhe qual o seu maior receio. Sem pestanejar, António diz que quando sair, tem medo; um grande medo de que a sociedade não o aceite. A rejeição é, para todos estes jovens, a maior angústia, o maior pesadelo. É com este confronto que têm que passar a viver, quando transpuserem a sua vida para a nova realidade que os espera. Apesar de aparentar um aspecto saudável e, longe dali, ninguém dizer que este jovem tem, ou teve, um problema com as drogas, António sabe, lá bem no seu íntimo, que não precisa dizer a ninguém qual é o seu problema. Em jeito de explicação confessa apenas que "está escrito nos meus olhos". E não adianta contrariá-lo, confrontá-lo. Ele nunca aceitará os meus argumentos.
À sombra dos pinheiros, no Sítio da Paz, por entre o chilrear dos pássaros que poisam aqui e ali, a nossa conversa continua. Aprender a lidar com o que sentimos. É este o primeiro passo que tem que ser dado para enfrentar a sociedade, cansada do dia a dia, do stress dos seus trabalhos, da sua rotina quotidiana. A par da rejeição, os complexos de inferioridade e a dificuldade em sentir tudo aquilo que está para além da droga, fá-los encarar a vida de outra forma, de outro ângulo. Apesar disso, teima em dizer que "é impossível deixar de gostar da droga". Pergunto-lhe porquê. Se o facto de ter passado por todo este sofrimento, toda esta dor, não lhe provoca o sentimento de negação, de dizer não.
O sentimento, outra vez
A resposta só podia ser aquela que eu não esperava. Confessa que "a primeira sensação que a droga nos causa é única, leva-nos para outra dimensão, para aquela realidade onde queremos estar". A dor, o sofrimento, o calvário, a aflição e a desgraça só vêm depois. Mas isso não interessa. O que interessa, segundo ele, "é a pica, a pedra que a droga nos causa naquele momento". Aquela sensação de "não estarmos em nós e de sermos únicos na galáxia" ultrapassa tudo aquilo por que passaram.
A desconfiança também os atraiçoa. Não "sabemos lidar com a desconfiança das pessoas porque elas olham-nos sempre como se fossemos para todo o sempre, meros toxicodependentes que, um dia, lhes arruinou a vida". E não querem passar por tudo, uma outra vez. A ansiedade acaba por chegar, mais cedo ou mais tarde. Se a família ou ouve, os entende e os apoia, se calhar, a recaída é adiada por mais umas horas, uns dias, umas semanas. Se os amigos os ajudam, os problemas até que são minimizados. Se há alguém no seu mundo capaz de os confrontar, capaz de os entender, capaz de os ouvir e de, com frontalidade, os acarinhar, talvez a recaída não aconteça.
Se... Se
Tudo não passa de meras ilusões e, o fim do poço, o tecto a cair-lhes em cima começa a ir, cada vez mais depressa, ao seu encontro. A ansiedade da experiência, da primeira vez, sobrepõe-se a tudo o mais.
António tem, agora que está prestes a terminar o seu tratamento, a esperança de que o amanhã será diferente. O amanhã será sempre diferente. Resta saber se será melhor do que o hoje, do que o ontem.
E foi, tendo por pano de fundo o verde da paisagem e o canto dos pequenos pássaros que demos por terminada a nossa conversa. Os ponteiros do relógio tinham dado duas voltas mas eu pensava que apenas meia hora tinha decorrido, desde que nos sentámos e começámos a conversar. Se me perguntarem o que me marcou mais nesta conversa, não o sei explicar. Sei apenas que, dentro de mim, acredito que este e tantos jovens como ele, um dia sairão dali, capazes de refazer as suas vidas.
Despedi-me deles com um sentimento de alegria e desejei-lhes a maior sorte do mundo. E sei que, daqui a alguns anos me irei cruzar com eles, numa qualquer rua, numa qualquer avenida deste Portugal e, aí, saberei que tudo valeu a pena.
Vale sempre a pena viver a vida. Ao ouvi-los, apercebi-me disso muito bem.
14 maio 2021
Pegar, ter pegado e repegar
Como dizia uma amiga minha, ando a pensar repegar neste blog, depois de lhe ter pegado há muito, mas não o ter retomado, in the first place há já algum tempo.
Assumo que, do pensar repegar ao repegamento propriamente dito vai muito, mas já é uma vitória o Blogger se ter lembrado da minha palavra-passe!!! Nem tudo está perdido, afinal...
Desde o meu último post, em Novembro de 2013, até hoje, muita coisa se passou, muitos acontecidos passaram pela minha vida, a maior parte deles até bem agradável, mas teremos tempo para os desenvolver.
Para que a História não se perca, esta é a versão 2.0 deste blog; é capaz de ser já a 4.0, mas, vá lá... Para os anais, ficam aqui as imagens da versão anterior para um dia, mais tarde, relembrar:
20 novembro 2013
Os meus dois Pais
Falo-lhes hoje do meu mais recente projecto: Os meus dois Pais.
É um romance que escrevi em 4 anos, numa altura em que estava desempregado. A história surgiu de um sonho que tive e, numa dessas noites de insónia, decidi começar a passa-la para o papel. À medida que ia escrevendo esta história, ia sonhando com outras histórias e o encaixe de todos esses sonhos, traduz-se neste livro de quase 400 páginas.
O projecto vai ficar publicado no PPL para financiamento durante 62 dias e é agora que eu vou precisar da ajuda e apoio de toda a gente.
Como? É simples...
Basta fazer o registo no site e contribuir com um dos valores pretendidos/indicados. No final, aquando da edição do livro, receberão a recompensa que escolheram.
Para vos abrir o apetite, e em jeito de agradecimento antecipado pela vossa ajuda, podem desde já ter acesso ao Prólogo do livro.
Paralelamente, podem acompanhar a evolução do projecto aqui no blog, na coluna direita.
Escusado será dizer que podem partilhar, reencaminhar, divulgar e falar deste projecto a todos os vossos amigos, familiares e conhecidos. O importante é angariar o valor necessário para a edição do livro.
Obrigado pela vossa ajuda... :)
25 maio 2012
21 novembro 2011
Postais de Norte a Sul
Honras feitas também para a Quinta da Picoila, onde se deu a conhecer este novo espaço de Agro-turismo, promovendo-se de igual forma a gastronomia da região. Neste campo, destacaram-se:
Canja de Galinha com grão-de-bico e cenoura
Cabrito caseiro com batata assada
Marrã com batata cozida e grelos salteados com broa de milho
Tarte de Chila
Pudim de ovos regado com licor de castanha caseiro
03 julho 2011
Quinta da Picoila
Aquela que foi a casa de família da minha mãe e dos seus oito irmãos (um já falecido), foi completamente reconstruída e transformada num espaço de Agroturismo em ambiente rural.
São nove quartos disponíveis, duas salas, jardim e piscina, uma capela e uma fantástica paisagem, característica da Beira Interior do nosso País.
Localizada a uma hora da cidade de Viseu, a Quinta da Picoila é o espaço de eleição para umas férias em família, um fim-de-semana diferente ou, mesmo até, para celebrar aquele momento especial.
Assim, basta aceder à Página oficial da Quinta da Picoila na Internet, clicando aqui. Se desejar informações adicionais, clique aqui ou envie um e-mail, clicando aqui.
Também pode acompanhar a Quinta da Picoila através do Facebook.
25 março 2011
Poder, Politiquices e Badalhoquices
Quero com isto dizer que nada é eterno e tudo aquilo a que nos habituámos, de repente, damos por nós a pensar que tudo foi em vão e que de nada adiantou o nosso esforço.
Num Estado democrático como o nosso, cabe-nos a nós eleger quem nos represente perante todo o tipo de poder, seja ele, a nível regional como nacional. E apesar das nossas ideologias e da nossa maneira de pensar, ser e estar, temos que nos resignar quando outra pessoa é eleita para nos representar, quando não era essa a nossa vontade. No entanto, num Estado de direito, a maioria vence, o que nem sempre se traduz em que ela possa fazer o que bem lhe apetecer sem passar cavaco a outros.
Quando nos deparamos com um governo que possui maioria absoluta na assembleia da República, é fácil conduzir os destinos do País; quando há dinheiro (principalmente, muito dinheiro), é fácil levar a Nação a bom porto; quando tudo está bem, não é difícil fazer o que quer que seja, agradando o povo, desde que, com isso, o mantenha satisfeito.
Mas, no fim de contas, quem é que está certo e quem é que está errado? Quem fala verdade e quem fala mentira? Quem é que nos está a enganar e quem nos está a levar por bom caminho? A resposta a estas questões é a mesma se colocarmos estas perguntas quanto à religião. Qual é a certa? Qual devemos seguir? Quem fala verdade?
Em todas elas, a resposta correcta é: Não sei ou Não se sabe.
E, no meio de tudo isto, damos a nós a pensar que, aquilo que toda a gente quer é Poder. Agora, sim, dediquemo-nos ao título do meu texto; perguntam: só agora? Então, já deviam estar habituados que, antes de me dedicar ao assunto em si, divago, divago e divago… Adiante!
Nunca como agora se ouviram expressões como “agarrado ao poder”, “ir com sede ao pote”, “deslealdade”, “desonestidade”, “mentira”, “traição” ou “corrupção”. Todos nós sabemos que estar na política não é para todos; também, já todos nós sabemos que os políticos (um pouco por todo o mundo, aliás) nunca foram bem vistos, aos olhos da plebe. Por vezes, para se alcançarem os objectivos propostos, é necessário enveredar por caminhos e tecer teias que poucas pessoas conhecem. E, na maior parte das vezes, os meandros com que se cosem e descosem acordos, são tão ou mais escuros que nos levam ao segundo tópico deste texto: as politiques.
Estas são tanto maiores, como baixas, dependendo da forma ou da maneira como são encaradas e/ou vistas pelos outros: são maiores, se as negociações durarem muito tempo; são baixas, se forem jogadas com armas impróprias. E quem é que não gosta/quer poder? Quem nunca o teve, certamente, porque aqueles que já o tiveram (por mais pequeno que fosse), têm sempre a ambição de o aumentar. E aqui, jaz o problema! A forma como pode ser articulada essa ambição para o alcance de (mais) poder.
E é aqui que o novelo não pára de girar e de aumentar; a ambição desmedida, aliada à baixa politique que se vai fazendo, faz com que os nossos queridos políticos enveredem por um caminho mais escuro: o da badalhoquice.
Ora, para que isso não aconteça, veja o vídeo que se segue e tire o seu "Curso de Político" em 10 lições:
A vontade de assentar arraias no trono, faz com que se utilizem as menos apropriadas armas numa luta de desiguais que, à partida, devia ser entre iguais. Isso faz com que, em vez de se negociar, se opte pela rasteira baixa e pela retirada do tapete. As consequências vêm mais tarde; vêm sempre mais tarde e, nessa altura, o Zé, que não é povo mas que faz parte do povo, e que já está habituado a apertar o cinto, é convidado a pronunciar-se.
O problema é que, português que se preze tem a memória curta e apenas se lembra dos maus momentos que passou; os bons, esqueceu-os depressa. Nessa altura, se calhar, já será tarde demais e os seus olhos já estão tão enevoados que de nada adianta argumentar com o que quer que seja.
São sempre os mesmos; o tacho é só para os amigos; são só velhos que lá estão… tudo isto é verdade mas se nada fizermos, o estado de coisas mantém-se tal como até agora. Por vezes, a vontade que dá, é a de deitar a toalha ao tapete e desistir, mas se há coisa que o português está habituado é a de ter esperança.
Será que é desta que o D. Sebastião vem aí para nos salvar???
27 janeiro 2011
As nossas opiniões
Isto vem a propósito de que, nos últimos tempos, se tem assistido a uma proliferação de ferramentas onde cada um opina a seu bel-prazer, sem se importando se, com isso, ferimos os outros ou não. Já não bastavam os “inquéritos” ao povão, feitos pelos canais de televisão, onde perguntam a quem lhes aparece pela frente, o que acham sobre determinado assunto. Exemplos disso: “o que acha do novo orçamento de Estado que o primeiro-Ministro apresentou no parlamento?”; ou, então, “Concorda que Cavaco Silva foi um justo vencedor nas últimas eleições presidenciais?”. E, depois dos inquéritos feitos, temos os analistas políticos a tecerem os mais rasgados comentários a tudo o que de bom e de mau, cá vai acontecendo pelo burgo.
Como se isso não bastasse, começaram a aparecer um chorrilho de sites na Internet, apelidados de redes sociais, onde cada um dá azo à sua imaginação, para dizer o que bem lhe aprouver. Invadidos por essa onda, não há agora empresa que não adira a esta moda: começando pelas telecomunicações, passando pelos órgãos de comunicação social, empresas disto e daquilo, dizem que agora é fashion estar-se no Facebook ou no Twitter.
Até aqui, tudo bem; cada um faz o que quer e, se muitos como eu, dizem o que lhes vai na alma nesses locais, eu também o faço aqui neste meu recanto. Aqui, eu posso dizer o que me vai na alma, não tenho que dar satisfação a ninguém e, quem não concorda com os meus escritos, basta comentar, que eu respondo. Também não adianta quererem copiar o que há aqui, porque o botão esquerdo do rato, neste blogue, não funciona; se querem copiar, pelo menos, há que ter o trabalho de “baterem” as teclas todas…
O inadmissível, digo eu que não sou nenhum sábio, é conhecermos os nossos limites e saber que a linha foi pisada; devemos saber até onde pode ir a nossa liberdade e onde começa a dos outros. E, mais uma vez, socorro-me daquilo que o povo diz…
Até há bem pouco tempo, dedicava algum tempo do meu dia a ler jornais e outras notícias, nos respectivos sites dos jornais e canais de televisão. Deixei de o fazer, precisamente devido aos comentários que os outros escrevem e/ou acham que podem escrever. Aquilo que se escreve hoje, um pouco por todo o lado, não é uma mera opinião; antes pelo contrário, são um atropelo de insultos, ordinarices, palavrões camuflados de pontos finais e outras coisas mais. E, a descoberto da Democracia e da liberdade de expressão, quem devia fazer alguma coisa para travar esses impropérios, delicia-se a ler e a reler tamanha barbaridade...
Pura e simplesmente, recuso-me a ler o que quer que seja, escrito por meia dúzia de zés-ninguéns que nem sequer saber definir o substantivo “opinião”.
Há coisas na vida a que nos sujeitamos. A idade leva-nos a pensar que assim não é; melhor, com a idade, temos a certeza do que queremos e, principalmente, do que não queremos. Evitando aquilo que não queremos para nós, o nosso sub-consciente vai-nos fazer acreditar que o ser humano até é capaz de fazer boas coisas, em detrimento das que faz por maldade. Sim, porque, quem escreve o que escreve, nos locais onde o faz, só pode ser por maldade, desumanidade ou para gozarem com aqueles que os lêem.
28 dezembro 2010
Ano ruim
Chegou, entretanto o Natal e ter que andar de autocarro a fazer compras não foi nada, mas mesmo, nada agradável. Para piorar tudo, em plena noite de consoada, a minha família ficou mais pequena e, consequentemente, mais pobre.
A Zuca partiu.
Acredito, lá no fundo, que para um mundo melhor.
Mas, em jeito de homenagem, posso assegurar-vos que esta foi uma cadela que me presenteou com inúmeras felicidades. Já o tinha dito aqui, mas a vinda da Zuca para minha casa, deveu-se à oferta de um vizinho; ou vinha para minha casa, ou ia para o canil, uma vez que ele não a podia ter num apartamento. E o estado em que ela estava? Lastimável... Não foi suficente um banho para ela ficar aprazível.
Depois dos primeiros dias de habituação à restante família, confesso que ela enturmou-se facilmente mas teve sempre que respeitar a posição do Óscar. Apesar de mais pequeno, ele sempre se impôs aos demais, até porque foi o primeiro.
A Zuca, no entanto, sempre foi um encanto de cadela. Escusado será dizer que tinha LOP e era neta e filha de campeões. Ela própria chegou a ganhar uma competição, ainda nova. A sua máscara (mancha branca na cabeça) era perfeita. Ora confirmem:
Meiga, brincalhona, limpa e carinhosa, estava sempre pronta para nos acompanhar na visita diária para despejar o lixo. Só havia um senão: a Zuca detestava a cadela do nosso vizinho. Sempre que ele saía para a passear, a Zuca ladrava desenfreada assim que a "ouvia" e só descansava quando se apercebia que ela já não estava ali.
O meu único lamento é o facto dela não ter sido mamã. Apesar das várias tentativas, apenas engravidou uma vez, mas as nove crias nasceram todas mortas.
Há cerca de seis meses, deixou de andar e a minha amiga Maria Paula avisou-me logo que devia ser displasia da anca. Com a medicação, depressa melhorou e nada fazia prever este desfecho. No dia 24, ela estava um pouco desanimada e não quis brincar; no entanto, alimentou-se bem. Quando chegamos a casa, por volta das 5 da manhã, estava sossegada e também não quis conversa; nem ela, nem os restantes...
Ao acordar, no dia de Natal, ela já tinha partido, em busca de algo melhor para si. O meu consolo é saber que, da minha parte, tudo fiz para que ela fosse feliz e acredito que ela assim o pensasse. As suas constantes demonstrações de carinho e brincadeira (até na hora de escovar o pelo) fazem-me acreditar que ela foi feliz.
Por isso, digo: vai-te embora 2010 e bem-vindo sejas 2011, se vieres por bem. Caso contrário, tomo um valium e quero acordar só em 2012.
O que vale é que, no que diz respeito ao amor, estou muito bem servido, obrigado...
Um esplendoroso 2011 para todos vocês!!!
































