23 maio 2021
Festival Eurovisão da Canção - o rescaldo
22 maio 2021
Festival Eurovisão da Canção - Final
É já hoje o tão aguardado dia!
Às 20 horas e em direto na RTP, depois de um ano de interregno por causa da pandemia da Covid-19, o Festival Eurovisão da Canção regressou em força, adaptado à nova realidade imposta por este vírus. Relembro que esta edição contou com a participação de 39 países e que, após as duas semifinais, foram 26 as canções que logo à noite vão disputar o tão desejado microfone de cristal.
Confira agora a ordem de atuação de todas as canções.
Portugal e os The Black Mamba atuam na 7ª posição.
Para poderem votar na canção portuguesa, basta seguir as informações nas imagens seguintes:
A canção representante de Portugal, Love Is On My Side, está neste momento em segundo lugar nas tendências do YouTube e classificada em 8º lugar para vencer esta edição. A liderar esta tabela está a Suíça e a França.
Claro que vou estar a torcer pela nossa canção mas, bem lá no fundo, a minha favorita é a canção francesa...
Et oui... je soutiens la chanson française!!!
Que a melhor vença...
Fotos: escportugal
20 maio 2021
Portugal no Festival Eurovisão da Canção III
E eis chegado o dia de Portugal se apresentar à Eurovisão. O espetáculo começa mais logo, às 20h, hora portuguesa e os The Black Mamba atuam na posição 12.
Para votarem na música portuguesa, basta seguirem as emissões de televisão do país onde se encontram. Como alternativa, deixo aqui a lista completa dos números a marcar para votar em "Love is on my side".
Depois é só fazer figas, apreciar o espetáculo e esperar que Portugal passe à final.
17 maio 2021
Portugal no Festival Eurovisão da Canção II
Os The Black Mamba são uma banda portuguesa fundada em 2010, por Pedro Taborda aka Tatanka, Ciro Cruz e Miguel Casais. A banda venceu o Festival RTP da Canção 2021 com o tema Love is on My Side, pelo que irá representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção 2021, a decorrer na Holanda.
Portugal no Festival Eurovisão da Canção
Portugal juntou-se à família Eurovisão em 1964 e detém o recorde de mais presenças no Festival Eurovisão da Canção sem vencer o concurso, até 2017, quando Salvador Sobral ergueu o troféu em Kiev, na Ucrânia.
Portugal é o país mais ocidental da Europa continental e falhou apenas 5 competições desde que ingressou na Eurovisão; 1970, 2000, 2002, 2013 e 2016.
Em 2008, Portugal ganhou o Prémio de Imprensa Marcel Bezençon com Vânia Fernandes e a canção Senhora do Mar (Negras Águas).
Em 2017 Salvador Sobral ganhou o Prémio Artístico Marcel Bezençon e o Prémio Compositor Marcel Bezençon com a música Amar Pelos Dois.
16 maio 2021
Eurovisão da Cancão 2021
E eis-nos chegados à semana mais importante do ano: a semana da Eurovisão.
Quem me conhece sabe que sou fã nº 1, que vibro com esse evento. E, para mais, este ano, a França tem sérias condições para levar o caneco para casa.
Amanhã falarei da canção portuguesa que nos vai representar mas, hoje, deixo-vos com o videoclip oficial de Voilà, a canção interpretada por Barbara Pravi:
15 maio 2021
...No sítio da paz...
Vamos lá recordar um texto meu, escrito há quase 18 anos e publicado nos meus tempos de Jornalista no já extinto "O Primeiro de Janeiro"
...No sítio da paz...
"Honestidade, entre-ajuda, respeito, amizade, limites e, acima de tudo, frontalidade". A nossa conversa começou assim. Naquele lugar tão especial para eles, as confissões, os testemunhos, a história das suas vidas vão-se desenrolando. Afinal de contas, nós estávamos no seu território.
Chamemos-lhe António. António tem 22 anos e já não sabe que idade tinha quando foi a sua primeira vez. A minha primeira pergunta era simples: por que motivo entraste na droga? E eu que pensava que a resposta era simples. Fiquei, depois de os ouvir a todos, com a sensação de que a resposta a essa pergunta e a tantas outras era muito, mas mesmo, muito difícil.
O local decidido para falarmos foi baptizado por eles, por Sítio da Paz; é um local que existe na sua comunidade e que serve de retiro para aqueles momentos em que querem estar sozinhos e confrontar a vida. Pensar, meditar, olhar para o seu interior e, talvez, chegar à conclusão de que vale a pena viver. E viver sem drogas é muito melhor. Como é que um jovem, no começo da sua vida se envolve na mais profunda das misérias? Que amante é esta, gulosa, arrebatadora, assassina? Entre recaídas e ressacas, o percurso de António estava escrito nos seus olhos, tristes e, lá bem no fundo do seu olhar, estava a dúvida de que alguma coisa poderia ser feita.
António confessa-nos que, de vez em quando, fumava haxixe com os amigos, apenas por brincadeira. A heroína chegou mais tarde, na comemoração do aniversário de um amigo. Voltou a consumir uma segunda, uma terceira, uma quarta vez. Quando caiu em si, estava viciado. Os dias no trabalho, corriam penosamente. Chegava atrasado, descuidava-se com o seu aspecto, adormecia à secretária. Os seus colegas repararam que algo de estranho se passava, mas ninguém imaginava qual era o verdadeiro problema. Todo o seu dinheiro ia para a droga. Fez várias tentativas para se "limpar", mas nada resultou. Decidiu afastar-se da cidade de Lisboa, acreditando que, com isso, conseguia libertar-se do produto que o escravizara. No entanto, sem família, sem amigos, sem dinheiro, sem ninguém a quem recorrer, António voltou à capital e passava os seus dias, deambulando, a arrumar carros. Ali, bem perto dos bairros onde se abastecia para alimentar o seu vício.
São tantas histórias, idênticas entre si e que têm todas o desfecho sombrio do confronto entre a vida e a morte. A escolha do que se quer fazer, dali em diante, é apenas dele e de mais ninguém. António acredita que, um dia, poderá regressar a casa. Talvez encontre à sua espera, a sua mulher e a sua filha, ainda bebé, que já não vê, nem ele sabe há quanto tempo. Talvez elas o perdoem pelo facto de ele ter transformado as suas vidas no horror por que passaram, nos bens que lhes roubou para alimentar a sua "amante".
Pergunto-lhe qual o seu maior receio. Sem pestanejar, António diz que quando sair, tem medo; um grande medo de que a sociedade não o aceite. A rejeição é, para todos estes jovens, a maior angústia, o maior pesadelo. É com este confronto que têm que passar a viver, quando transpuserem a sua vida para a nova realidade que os espera. Apesar de aparentar um aspecto saudável e, longe dali, ninguém dizer que este jovem tem, ou teve, um problema com as drogas, António sabe, lá bem no seu íntimo, que não precisa dizer a ninguém qual é o seu problema. Em jeito de explicação confessa apenas que "está escrito nos meus olhos". E não adianta contrariá-lo, confrontá-lo. Ele nunca aceitará os meus argumentos.
À sombra dos pinheiros, no Sítio da Paz, por entre o chilrear dos pássaros que poisam aqui e ali, a nossa conversa continua. Aprender a lidar com o que sentimos. É este o primeiro passo que tem que ser dado para enfrentar a sociedade, cansada do dia a dia, do stress dos seus trabalhos, da sua rotina quotidiana. A par da rejeição, os complexos de inferioridade e a dificuldade em sentir tudo aquilo que está para além da droga, fá-los encarar a vida de outra forma, de outro ângulo. Apesar disso, teima em dizer que "é impossível deixar de gostar da droga". Pergunto-lhe porquê. Se o facto de ter passado por todo este sofrimento, toda esta dor, não lhe provoca o sentimento de negação, de dizer não.
O sentimento, outra vez
A resposta só podia ser aquela que eu não esperava. Confessa que "a primeira sensação que a droga nos causa é única, leva-nos para outra dimensão, para aquela realidade onde queremos estar". A dor, o sofrimento, o calvário, a aflição e a desgraça só vêm depois. Mas isso não interessa. O que interessa, segundo ele, "é a pica, a pedra que a droga nos causa naquele momento". Aquela sensação de "não estarmos em nós e de sermos únicos na galáxia" ultrapassa tudo aquilo por que passaram.
A desconfiança também os atraiçoa. Não "sabemos lidar com a desconfiança das pessoas porque elas olham-nos sempre como se fossemos para todo o sempre, meros toxicodependentes que, um dia, lhes arruinou a vida". E não querem passar por tudo, uma outra vez. A ansiedade acaba por chegar, mais cedo ou mais tarde. Se a família ou ouve, os entende e os apoia, se calhar, a recaída é adiada por mais umas horas, uns dias, umas semanas. Se os amigos os ajudam, os problemas até que são minimizados. Se há alguém no seu mundo capaz de os confrontar, capaz de os entender, capaz de os ouvir e de, com frontalidade, os acarinhar, talvez a recaída não aconteça.
Se... Se
Tudo não passa de meras ilusões e, o fim do poço, o tecto a cair-lhes em cima começa a ir, cada vez mais depressa, ao seu encontro. A ansiedade da experiência, da primeira vez, sobrepõe-se a tudo o mais.
António tem, agora que está prestes a terminar o seu tratamento, a esperança de que o amanhã será diferente. O amanhã será sempre diferente. Resta saber se será melhor do que o hoje, do que o ontem.
E foi, tendo por pano de fundo o verde da paisagem e o canto dos pequenos pássaros que demos por terminada a nossa conversa. Os ponteiros do relógio tinham dado duas voltas mas eu pensava que apenas meia hora tinha decorrido, desde que nos sentámos e começámos a conversar. Se me perguntarem o que me marcou mais nesta conversa, não o sei explicar. Sei apenas que, dentro de mim, acredito que este e tantos jovens como ele, um dia sairão dali, capazes de refazer as suas vidas.
Despedi-me deles com um sentimento de alegria e desejei-lhes a maior sorte do mundo. E sei que, daqui a alguns anos me irei cruzar com eles, numa qualquer rua, numa qualquer avenida deste Portugal e, aí, saberei que tudo valeu a pena.
Vale sempre a pena viver a vida. Ao ouvi-los, apercebi-me disso muito bem.
14 maio 2021
Pegar, ter pegado e repegar
Como dizia uma amiga minha, ando a pensar repegar neste blog, depois de lhe ter pegado há muito, mas não o ter retomado, in the first place há já algum tempo.
Assumo que, do pensar repegar ao repegamento propriamente dito vai muito, mas já é uma vitória o Blogger se ter lembrado da minha palavra-passe!!! Nem tudo está perdido, afinal...
Desde o meu último post, em Novembro de 2013, até hoje, muita coisa se passou, muitos acontecidos passaram pela minha vida, a maior parte deles até bem agradável, mas teremos tempo para os desenvolver.
Para que a História não se perca, esta é a versão 2.0 deste blog; é capaz de ser já a 4.0, mas, vá lá... Para os anais, ficam aqui as imagens da versão anterior para um dia, mais tarde, relembrar:
20 novembro 2013
Os meus dois Pais
Falo-lhes hoje do meu mais recente projecto: Os meus dois Pais.
É um romance que escrevi em 4 anos, numa altura em que estava desempregado. A história surgiu de um sonho que tive e, numa dessas noites de insónia, decidi começar a passa-la para o papel. À medida que ia escrevendo esta história, ia sonhando com outras histórias e o encaixe de todos esses sonhos, traduz-se neste livro de quase 400 páginas.
O projecto vai ficar publicado no PPL para financiamento durante 62 dias e é agora que eu vou precisar da ajuda e apoio de toda a gente.
Como? É simples...
Basta fazer o registo no site e contribuir com um dos valores pretendidos/indicados. No final, aquando da edição do livro, receberão a recompensa que escolheram.
Para vos abrir o apetite, e em jeito de agradecimento antecipado pela vossa ajuda, podem desde já ter acesso ao Prólogo do livro.
Paralelamente, podem acompanhar a evolução do projecto aqui no blog, na coluna direita.
Escusado será dizer que podem partilhar, reencaminhar, divulgar e falar deste projecto a todos os vossos amigos, familiares e conhecidos. O importante é angariar o valor necessário para a edição do livro.
Obrigado pela vossa ajuda... :)


















