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12 outubro 2008

Ratos

Ó criaturinhas abomináveis, repelentes e asquerosas...

Podem até não acreditar, mas não há animal no mundo que me meta mais nojo e me repugne do que os ratos, ratinhos, ratazanas e afins.
É um animal nojento como não tem igual. E, depois de pensar um pouco, pergunto-me: Para que é que ele serve? Se não existissem estes bichinhos no mundo, será que eles faziam falta à humanidade? Não me refiro aos ratos de laboratório, utilizados em experiências médicas e outras do género. Refiro-me mesmo áqueles pretos, cinzentos, grandes ou pequenos, que enfernizam a vida e as casas de tantas pessoas.
Ainda ninguém se lembrou de os dizimar da face da terra??

P.S.: Desculpem-me a estupidez deste post, mas hoje deu-me para isto!!

10 outubro 2008

Casamento entre Iguais

Falarmos em casamento civil é uma questão de Direitos Humanos?

Acredito que sim, da mesma forma que acredito que cada um de nós é livre de querer ou não dar esse passo em frente nas suas vidas. Uns optam por faze-lo; outros decidem viver em união de facto, partilhando tudo nas suas vidas, à semelhança de um casamento; a única diferença é que não têm um papel a constatar que vivem sob o mesmo tecto. E, à semelhança dos que optam por se casar, têm também as suas regalias sociais, fiscais, entre outras.

Serve esta minha primeira introdução para aqui expressar o que me vai na alma, no que diz respeito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Todos os cidadãos são livres de fazer o que pretenderem, desde que com isso não interfiram na liberdade dos outros; afinal de contas, a minha liberdade termina naquele pequeno ponto onde começa a liberdade de outros. Quero com isto dizer que, caso alguém queira dar o tal passo em frente, ainda que seja com um ser semelhante a si próprio, deveria ter esse mesmo direito. Porquê?

Aqui não está em causa o casamento em si. O nome casamento, represente ele o que representar para a sociedade portuguesa, mais não é do que um contrato celebrado entre duas pessoas. O que está em causa não é a festa em si, os convidados, a cerimónia, a boda, o álbum de fotografias e de vídeo, ou até mesmo a lua de mel. O que está em causa e o que é exigido por todos os homossexuais é o direito ao reconhecimento das suas relações, o direito aos bens que o casal tem em conjunto, o direito à assistência na doença, o direito de poder faltar ao trabalho para acompanhar o companheiro, tal como o marido faz agora com a mulher e vice versa.

Dizem os mais conservadores que reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo é negar o conceito de casamento em si, porque a finalidade máxima do casamento é a de procriar. Quantas famílias, ditas normais, não recusam a ideia da procriação? Quantos casais querem ter filhos e, pelas mais variadas razões, não podem, não querem ou não conseguem? A esses não lhes devia ser negado o casamento?

A manter-se o actual estado de coisas, significa manter-se a humilhação, a discriminação e o insulto a cidadãos de plenos direitos, da mesma forma como são plenos os seus deveres. A manter-se este estado de coisas, significa que continuamos a ser um país, cujos habitantes têm todos os mesmos deveres, mas só a alguns é que são permitidos alguns direitos.

Já chega de encararmos as pessoas que gostam e que amam de outras do mesmo sexo, de anormais, doentes, rotos, paneleiros, fufas e afins. Vivemos, orgulhosamente, num país de Terceiro Mundo que se diz desenvolvido, porque se recusa a aceitar a diferença entre todos e cada um de nós.

A mim choca-me ver um casal de dois homens aos beijos numa paragem de autocarro, da mesmíssima forma que me choca assistir a igual comportamento entre um rapaz e uma rapariga no mesmo local ou ver um carro estacionado à beira mar aos solavancos com folhas de jornal coladas nos seus vidros embaciados. Para tudo na vida há um limite e para todas as circunstâncias há um local para se fazer o que bem entendemos.

E porque a minha liberdade termina naquele pequeno ponto onde começa a liberdade dos outros, eu não sou obrigado a assistir, num local público, a manifestações exageradas de carinho, só porque aqueles dois acharam por bem faze-lo. Se estão com vontade de se comerem, ou vão para casa de um deles ou dividem a factura de um quarto de hotel.

Nesse sentido, é por demais lamentável termos assitido à peça de teatro que passou esta sexta-feira na nossa Assembleia da República; é por demais deprimente termos um governo que, para umas coisas se mostra tão ousado e tão à frente e, para outras, tão retrógrado e tão atrasado.

Citando a Margarida Rebelo Pinto, "Portugal é uma ilha que, só por coincidência, faz fronteira com Espanha..."

03 outubro 2008

Os nossos amigos

Aproveitando o facto de, amanhã, 4 de Outubro, ser o dia mundial dos animais, e à boleia do "Mais cedo ou mais tarde" da TSF de hoje, dou-vos a conhecer a minha tão estimada família.

Comecemos pelo primeiro, o Senhor cá do burgo e Rei de tudo.


Este é o Óscar, tem quase 10 anos e é uma criatura única. De uma inteligência que só ele tem, é o meu melhor e mais fiel amigo. Inigualável!

Segue-se a esposa: a Diana.


Amorosa e de uma tal meiguice que, por vezes, até chega a incomodar quando só nos quer brindar com as suas lambidelas. O casal teve, para além de muitos outros, que foram fazer felizes inúmeras famílias, a Cruela que eu decidi adoptar.



Um pouco porquinha esta menina mas linda como só ela é. Farta-se de ladrar e é ela a primeira a dar sinal quando chegam "visitas".

Segue-se a Zuca;


Um vizinho achou por bem dar-ma, em detrimento de a enviar para o canil. Babar-se é com ela e só lamento não poder ficar com um descendente desta beleza, mas não há maneira desta menina engravidar... Terna e meiga são adjectivos mais que apropriados para a caracterizar.

Depois vem o Gaspar.


Não gosta muito de gente estranha à casa e os estranhos também não devem gostar muito de tocar à minha campanhia. Um cão lindo e meigo, apesar do olhar, que é bem enganador.

Por fim, e por culpa desta amiga, o último membro da minha família é a Luísa.


Desconfiada como só ela, só a muito custo vai ter com quem não conhece.

Esta primeira introdução serve para falar um pouco dos animais e daquilo que eles deviam significar para a maioria das pessoas. Não é à toa que os meus cães têm nome de gente, com excepção da Zuca, pois já a recebi adulta. É como gente que eu os considero.
O que acontece, infelizmente, numa grande parte das vezes, é haver "bestas" que maltratam a torto e a direito estes nossos amigos. Nem todos deviam ter um animal de companhia em casa; o que é certo é que é chique ter-se um cão de grande porte, mesmo que se viva num minúsculo cubículo a que chamam apartamento. Sou contra esse tipo de comportamento. Permito-me ter 6 animais em casa, porque tenho um jardim enorme onde eles andam à vontade e sem qualquer problema de poderem fugir e ser atropelados. Mesmo assim, sei e conheço os meus limites, não obstante ter o sonho de poder adoptar todos os animais abandonados que vejo na rua e poder trata-los como eles merecem. Mas, como não posso, não o faço.
Muitos, nem isso pensam. É chique ir para a praia passear o cão, ser o alvo de todas as atenções na rua e chegar a casa, enfia-lo num recanto qualquer e esperar que ele "não faça das suas e não me chateie". Aborrece-me esse tipo de comportamento nas pessoas.
Outra coisa que me aborrece solenemente, para não dizer pior, é ver animais ser espancados e maltratados. Lembro-me daquele "artista" que prendeu o cão numa galeria de arte, para servir de exposição a quem o visitava. O pobre animal morreu desidratado porque não houve alguém sequer que lhe levasse água. Outro exemplo: as touradas ou os rodeos: são pura atrocidade para com os animais, que não lhes fizeram mal algum. Em nome do divertimento (se é que a isso se pode chamar divertimento), sacrifica-se a vida daqueles que tanto nos têm para dar...

02 outubro 2008

Voltei. Será que voltei?

Quatro anos se passaram desde o meu último post. Como é longa a vida e quão curto é o tempo, esse fulano que mais não faz do que roubar-nos aquilo que mais queríamos ter.
Por culpa de uma amiga, cá volto para dizer das minhas. Vamos lá ver durante quanto tempo ou por mais quanto tempo por aqui vou continuar.
Nunca aqui tive grandes visitantes; também nunca foi esse o meu propósito ao criar este blogue. Já por aqui ando desde Dezembro de 2002, ainda estava eu na faculdade quando os blogues deram os seus primeiros passitos. Confesso que fui um dos primeiros portugueses a ter este espaçozito na longa esperança de por aqui continuar.
Mas, e como na vida tudo tem um mas, o tempo, ou melhor, a falta dele, fez com que eu relevasse a blogosfera para outros cantos da minha vida. Afinal de contas, todos nós temos coisas mais importantes a fazer.
Quanto a balanço de vida, quatro anos depois, muito se fez e muito ficou ainda por fazer. Nesta fase da minha vida (os 30 passam a voar...), quem sabe ainda encontrarei algum desse tempo para fazer tão mais do que o que já fiz; e não foi tão pouco como isso.
Se o tempo assim mo permitir, aqui virei deambular das minhas!!

27 julho 2004

Férias

Não há nada melhor do que quando chega a data de ir de férias...



Vou passar uns diazinhos na minha terrinha e depois logo se vê. Aventura, aqui vou eu!!!

Até Setembro. E boas férias a todos...

06 julho 2004

Animais

Adoro animais, principalmente cães.

Quem me conhece sabe perfeitamente que isso é verdade e que tenho mais afecto e carinho pelos bichos de quatro patas do que por muitas pessoas.
Esta frase vem a propósito de uma nichada de cinco pequenos cães, que alguém teve a amabilidade de deixar ao Deus-dará, a semana passada, ali para os lados da Praia da Granja (Vila Nova de Gaia). Já os tinha visto, a brincarem todos juntos, mesmo junto à estrada, mas esta noite não hesitei. Parei o carro, saí e fui brincar com eles.

Peguei em três deles ao colo; eram dois machos e uma fêmea. Os outros dois fugiram; são mais recatados e não devem gostar de brincadeiras. Estão pesados, sinal de que há por ali alguma alma caridosa que os tem alimentado. Junto à vedação onde se encontra um pequeno caixote de cartão, está um pequeno tacho com água.

E ali fiquei, quase meia hora a brincar com aquelas pequenas criaturas, que não devem ter mais do que dois meses. Vão ser grandes. A mãe, provavelmente, de raça Labrador deve sentir a sua falta. O pai deles deve ser de outra raça; por isso os seus donos os terem abandonado.
Vim embora desolado e revoltado comigo mesmo. Desolado, porque tive que os deixar lá; Revoltado por me questionar como é que alguém pode ter um coração e ter abandonado estes pequenos animais... É que, no meio disto tudo, também me pergunto: afinal, quem é aqui o verdadeiro animal?

O meu maior desejo era pegar naquela nichada e traze-la comigo para casa. Mas não pude porque os meus sete grandes amigos não iriam gostar. É verdade; tenho sete cães: o Óscar, a Zuca, a Cruela, a Diana, o Gaspar e a Pantera. A Luísa foi a mais recente. É uma dálmata e tem somente três meses. O Óscar é rei e senhor; é o meu mais que tudo. Casou com a Diana e teve a Cruela por filha, que eu adoptei. São os três Caniches. A Zuca impõe respeito devido ao seu tamanho: é uma S. Bernardo. O Gaspar é um Huskye e a Pantera é uma rafeira, que foi salva de morrer queimada num incêndio. Tenho fotografias de todos eles no meu Fotolog. Basta clicar e ver.

Por isso, aqui fica o meu apelo. Sei que é mais um, no meio de tantos que circulam por aí, mas se alguém estiver interessado em adoptar um destes animais, ou se souber de alguém que esteja interessado, basta entrar em contacto comigo.

30 junho 2004

É Mentira...

É mentira, sim senhor. Portugal não está em crise. Bastou-me sair de casa, esta noite, para constatar esta realidade. Depois da vitória de Portugal sobre a Holanda, o povo, qual desgraça eminente, saiu à rua, esbaforido, para gritar pela, e em nome da vitória portuguesa. De repente, de besta, Scolari passou a ser bestial e já anunciou a continuação do seu casamento com a selecção das quinas. Pelo menos até ao mundial.

O País está em crise (estará mesmo???), Durão Barroso ganhou um bilhete de avião e pôs-se a andar daqui para fora; deste País que ele tanto ama!!! O desemprego continua a aumentar; os pobres coitados deste País são cada vez mais em maior número. Conclusão: O Povo sai à rua para festejar a passagem às finais do Campeonato Europeu de Futebol.

Caí no erro de me esquecer de comprar tabaco e tive que sair de casa, logo depois do jogo, para o inferno que povoava nas ruas. Um grupo de mulheres (elas é que fazem barulho), munidas de baldes, tachos e panelas, desciam rua abaixo aos gritos e de bandeira em punho; aquelas bandeiras, compradas numa loja dos chineses e que têm sete chupetas, em vez dos sete castelos que representam as cidades fortificadas que D. Afonso III tomou aos mouros, em tempos que já lá vão.

Foto: moblog publico

E, já que estava na rua, aproveitei para ir dar um passeio até à praia. De passagem por umas bombas de gasolina, os carros enfeitados a rigor e com os quatro piscas ligados, estavam a ser abastecidos de gasolina. Destino: aquela gente toda, a falar e a gritar, estavam a pensar rumar, em caravana, para a Avenida dos Aliados. E o pior, é que eles sabiam que, com os carros, não conseguiriam lá chegar. Mesmo assim, eles lá iam...

Fugi dali e refugiei-me em casa. Na televisão, o País inteiro só grita "campeões, campeões, campeões" e o jornalista de serviço, a ser "esmagado" pela população, pergunta a uma idosa, ali perto de Alcochete: "então, gostou de ver passar o autocarro com os seus ídolos?". Dizem eles que estas, são imagens inesquecíveis e que este dia ficará na história do nosso País.
Dili amanhece em festa, vestida com as cores de Portugal; o povo saiu à rua com as suas motoretas, a gritar "vitória". Angola e Cabo Verde não lhe ficam atrás. Na França, na Suíça ou em Espanha, o cenário é idêntico. Onde há um português, há seguramente festa.

Acho bem. Sinceramente, acho bem. Todos conhecem a minha opinião sobre o futebol. Não percebo nada daquilo; não distingo um fora de jogo de uma falta; Mas não consegui tirar os olhos da televisão quando a equipa das quinas jogou com a Inglaterra, com a Espanha e com a Holanda. Agora, ir para a rua, gritar que nem um maluco "Portugal olé", isso já me ultrapassa. Não me tentem explicar ou justificar porque não quero saber e não me convencem do contrário.

Amanhã, as primeiras páginas dos jornais não falarão de outra coisa; as televisões vão-se cansar de mostrar os golos portugueses desta noite. E depois disso? A pobreza continua a existir; as nossas misérias continuarão a ser iguais; a nossa crise aí está à nossa espera. Mas o que é que isso interessa? O que interessa é que o povo saiu à rua (qual 25 de Abril), gritou, embebedou-se, foi para casa e caiu pró lado.

P.S.: Num directo da RTP, a jornalista, já com a voz rouca, entrevista um fulano português que colocou na sua t-shirt a seguinte frase: "A laranja holandesa tem bicho português". Sem comentários...

29 junho 2004

Caça às Multas

Começo esta nova etapa deste meu blog, para falar na caça às multas que os agentes da PSP têm vindo a desenvolver. O caso não é novo e já mereceu honras de reportagem num jornal diário português.

A história resume-se ao seguinte: quem, na cidade do Porto, se fizer deslocar ao Centro Comercial Via Catarina, de carro, tem que ter algum cuidado, não vá cair na ratoeira. Isto porque, quem entrar no parque de estacionamento, ali na rua Fernandes Tomás, terá que abrir bem os olhos, no momento de sair do dito parque. Aconteceu hoje; não comigo, porque faço por cumprir o Código da Estrada, mas com um familiar meu.

Estacionamos no 9º andar e, ao sairmos, depois de descermos aquelas curvas todas e, uma vez inserido o referido cartão, continuamos a descer aquela "manga" que dá acesso à rua. Os mais incautos, e acredito que são muitos, esquecem-se de colocar o cinto de segurança. No momento em que as rodas da frente dos carros tocam no alcatrão da rua Fernandes Tomás, eis que um agente da PSP, estrategicamente colocado à porta do centro comercial, levanta a mãozinha e manda encostar o condutor. E segue-se a ladaínha do costume: "atão o sr. condutor não sabe que o uso do cinto de segurança é obrigatório, assim que coloca a viatura em andamento?".

À laia da segurança e do Euro 2004, lá vão caíndo uns euros a mais nos cofres do Estado!!!

O que está errado, é estarem, permanentemente, três agentes da PSP à porta do Via Catarina, à espera dos condutores desleixados que saem do parque de estacionamento. Quem quiser perder meia hora do seu precioso tempo a contemplar tamanho zelo em nome da segurança de todos nós, vai constatar que o contacto que é estabelecimedo entre os agentes da autoridade e os condutores mais incautos, é efectuado alternadamente: ora agora vou eu; ora agora vais tu e depois vai ele; e de novo: ora agora vou eu; ora agora vais tu e depois vai ele...

21 junho 2004

Cansaço

Estou cansado deste e com este meu blog.
Acho que chegou a altura de o mudar. Mudar o template; mudar o seu sentido;
Começo hoje as primeiras alterações...

05 abril 2004

Diário de um jornalista

Eis um blog que retrata o dia-a-dia da redacção do jornal onde trabalho. Até agora, aderiram cinco jornalistas, eu incluí­do. São bem interessantes alguns dos posts...

Clicar aqui para aceder ao “nosso” diário.