Os meus dois Pais

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Festival Eurovisão da Canção

Como grande fã que sou da Eurovisão, deixo-vos acima o site oficial

Tourcoing - Cidade onde nasci

Bem no Norte de França... Clique em cima no Separador, para uma visita guiada

22 janeiro 2009

Festival RTP da Canção

Mais um ano, e volta-se a falar do Festival RTP da Canção. E, para variar, a RTP decidiu "inovar". Assim, aceitou que o Zé Povinho, leia-se, o entendido na matéria, enviasse maquetas com novas músicas, candidatas a um lugar ao trono e que nos representasse a nós, povo de Portugal, na edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção, que se realiza em Maio, em Moscovo.

Eu sou um fanático da Eurovisão; sempre gostei e sempre gostarei deste tipo de concurso, apesar de ter caído um pouco em desuso, fruto da concorrência que, por cá, bem ou mal se vai fazendo. Mesmo assim, sempre defendi o género e considero que já levámos lá fora excelentes músicas.

Das 393 maquetas de canções que a RTP recebeu, a comissão avaliadora (nome pomposo...) escolheu 24 para serem submetidas a avaliação dos internautas e, destas, as 12 mais votadas irão ser apresentadas, no próximo dia 27 de Fevereiro, a concurso no tradicional Festival RTP da Canção. Ora, com tanta gente inteligente neste país, cada vez mais músicos novos a aparecerem nos meios, e a RTP vai contratar três dinossauros. Dinossauros em todos os aspectos; a saber: Tó Zé Brito, Fernando Martins e Ramon Galarza. Três nomes que já deram muito ao país mas que já estão ultrapassados, nestas lides da Eurovisão.

Assim sendo, pergunta-se: quando é que alguém decide apostar e inovar neste país? Com mentalidades e gostos deste género, onde é que eles pensam ir? E depois não admira: as músicas seleccionadas são do mais pobre (para não colocar adjectivos piores) que há e pode haver. Eu não acredito que no meio de quase 400 músicas recebidas, estas 24 escolhidas tenham sido as melhores... Há lá uma ou outra (duas, se querem saber) que se aproveitam; mas são musiquinhas já batidas que não interessam a ninguém e não têm pernas para chegar aos primeiros dez lugares, quanto mais à vitória...

Para se chegar longe lá fora, é preciso ousar e não é com estas escolhas que vamos lá. A título de exemplo, a nossa Lucy também se lembrou de enviar uma musiquinha e, das 24, acredito cegamente que é a que vai ganhar; não é que a música seja por aí além, que não é, ou valha alguma coisa, que não vale. Mas, de todas, é a que tem mais ritmo e isso só não basta para convencer a Europa.

Para além disso, de que adianta apostar numa música se depois a RTP não a promove por essa Europa fora, como fazem inúmeros países? E depois, as nossas mentalidades são tão pequeninas que nos pomos a discutir no site, onde se está a votar e a escolher as 12 músicas, que a Lucy foi uma das nomeadas por causa das suas mamas de silicone!!! Poupem-me...

Para os interessados, em votar e em acompanhar os mexericos do momento a propósito das "duas novas amigas" de silicone da Luciana Abreu, até ao fim do mês, pode clicar aqui.

Por mim, fico a aguardar novidades para o próximo ano.

15 janeiro 2009

Rafael - Parte II

A contar as horas até à chegada do Príncipe... já está em viagem!!!

10 janeiro 2009

Ser jornalista

Já não é a primeira vez que nos vamos deparando com excessos cometidos por alguma comunicação social e, mais particularmente, por alguns jornalistas.
Esta minha introdução serve para ilustrar os ataques com que o nosso Primeiro-Ministro tem vindo a ser alvo, de uma forma, menos profissional por parte de alguns da nossa classe. Podem acusar-me de não ter grande experiência e até mesmo de não ter muita sensibilidade para entrevistar o eng. José Sócrates, mas mesmo assim, creio que isso não justifica certos abusos.
Na comunicação ao País do Presidente da República, a propósito do polémico Estatuto dos Açores, Ricardo Costa, jornalista da SIC, insurgiu-se mesmo perante a aprovação por parte da Assembleia da República do referido diploma e, claro, não iria deixar os créditos para outros na entrevista que Sócrates deu a esse canal de televisão.
Admirei-me mesmo o Primeiro-Ministro não ter abandonado a entrevista a meio; podia faze-lo e ninguém o censuraria, tais eram as afrontas dirigidas por Ricardo Costa em cada pergunta dirigida ao seu entrevistado.
O papel de um jornalista, enquanto entrevistador, é colocar ao seu entrevistado, as questões que os seus leitores ou telespectadores gostariam de colocar. Pura e simplesmente, perguntar. Escusava o Ricardo Costa de acompanhar, cada pergunta, com a sua opinião pessoal; ninguém lha pediu e ninguém estava interessado em ouvi-la.
E logo a SIC, que nos habituou a um jornalismo de qualidade, deixar-se enredar por este tipo de brejeirices, não abona nada a seu favor. Quanto a conclusões, resta saber (e isso vamos acompanhar mais próximo das eleições) se esta tendência de jornalismo político se vai manter por cá.

04 janeiro 2009

Os filmes da minha vida

Deixo-vos aqui o top 5 dos filmes da minha vida:

5. A Cor Púrpura


Este filme de Steven Spielberg, realizado em 1985, ganhou o prémio de Melhor Filme da National Board of Review e apareceu nas listas dos Dez Melhores em todo o mundo.
"The Color Purple" mostra-nos Celie, brilhantemente interpretada por Whoopi Goldberg no seu primeiro papel no cinema, a casar com um violento homem a quem trata por "Mr." e que se isola do mundo, partilhando a sua dor somente com Deus. As lágrimas, nas cenas finais, são obrigatórias...
Já tenho este filme em DVD, numa edição normal.

4. A Lista de Schindler


Este filme de 1993 é a obra-prima de Steven Spielberg, que se tornou um dos mais distinguidos filmes de todos os tempos. Ganhou 7 Óscares e inúmeros prémios e menções honrosas. Interpretado por Liam Neeson, no papel de Oskar Schindler, ao vermos "Schindler's List" aprendemos acima de tudo o preço da vida humana e o quão importante ela deve ser salva. Para além de retratar o holocausto nazi, pomo-nos a pensar como é que a mente de alguém pode ser tão perversa ao ponto de querer eliminar todo um povo a seu bel-prazer.

Também já tenho este filme em DVD, numa edição especial.

3. Gorilas na Bruma


Resumo assim a filosofia deste filme: "uma vida que terminou cedo demais".
Com este filme, de 1988, Sigourney Weaver, vive a vida de Dian Fossey, que lhe valeu o Globo de Ouro para melhor Actriz Dramática, algures entre a floresta tropical que cobre as montanhas do Ruanda. Realizado por Michael Apted, em "Gorillas in the Mist", Dian Fossey vive com e para os gorilas, lutando em sua defesa contra tudo e contra todos.
Um arrebatador filme, cujo trabalho de uma vida viverá para sempre.

Ainda não tenho o filme em DVD; apenas numa cassete VHS que já está velhinha. Seria uma excelente prenda para o meu aniversário. Há uma edição especial que contém documentários de bastidores, menus interactivos, acesso directo às cenas e o trailer de cinema. Tudo isto (o filme também, claro) num único DVD. Não é fantástico??


2. Cleópatra


Realizado em 1963, tem por protagonistas, Elizabeth Taylor, Richard Burton e Rex Harrison. O filme narra o lendário conto da Raínha do Nilo e a sua vitória sobre Júlio César e Marco António. "Cleopatra" é o relato de uma impressionante mulher de irresistível beleza que seduziu dois dos mais poderosos soldados romanos, mudando o rumo da História. Realizado por Joseph L. Mankiewicz, este épico ganhou 5 Óscares da Academia.
Já tenho este filme em DVD e numa edição especial; se estavas a pensar oferecer-mo, sugiro que me ofereças o "Gorilas na Bruma".
E eis que chegamos ao Top 1:

1. E Tudo o Vento Levou


Realizado em 1939, "Gone with the Wind", venceu 10 Óscares da Academia americana e foi protagonizado por Vivien Leigh e Clark Gable, respectivamente, Scarlett e Rhett. Produzido por David O. Selznick e realizado por Victor Fleming, o filme baseia-se na obra de Margaret Mitchell, vencedora de um prémio Pulitzer, e fala-nos de um amor que acontece em plena Guerra Civil Americana.

Escusado será dizer que tenho o filme em DVD (uma edição especial e numerada para colecionadores) e o livro (2 volumes), adaptado para português pelo Círculo de Leitores.

03 janeiro 2009

Um dia triste

Hoje, vou-vos falar na Armanda; melhor dizendo, a Maria Armanda. É mais um membro da família...



Como qualquer animal, a constituição de família está-lhes no sangue e, no dia em que o meu pai fez 60 anos, no passado dia 30 de Dezembro, a Maria Armanda deu à luz um bonito cabritinho. Sozinha e sem ajuda, eis que o Joaquim veio ao mundo, às 18 horas.



Pequenino e parecido com a mãe, o Joaquim pôs-se de pé em menos de 10 minutos e, seguindo os conselhos da amiga veterinária, lá mamou na primeira meia hora de vida. No entanto, a mãe não se mostrou muito amorosa e era necessário segura-la para que o Joaquim se pudesse alimentar.

Quatro dias depois, e sem qualquer motivo aparente, eis que o Joaquim decide partir para outro mundo. Apenas nos apercebemos da sua morte, porque a mãe não se cansava de berrar. Um dia triste aqui em casa...

31 dezembro 2008


27 dezembro 2008

A crise. Qual crise? A crise...

Agora que o Natal já lá vai, e se nos pusessemos a pensar num balanço que foi este 2008?

A palavra de ordem é crise. Só se fala na crise, só se ouve a crise e só nos enfiam olhos dentro aquilo que essa tal crise está a provocar em todo o mundo e arredores. As bolsas enlouquecem por causa dela, os bancos abrem falência quando são apresentados a essa personalidade e quem acaba por sofrer as consequências é o mesmo paspalho de sempre: o povo. Mas até aqui é o povo pobre que, mais uma vez, tem que pagar as idiotices de alguns. Porque, quem é rico vive bem desafogado, como sempre o fez e como sempre o vai continuar a fazer. Pelo contrário, o pobre e o remediado, lá terão que fazer mais um buraquinho no já esticado cinto e fazer contas à vida.
Mas será que é bem assim?
Numa altura em que tanto se fala de consumismo e no quanto as famílias portuguesas devem estar a poupar, foi vê-los desfilar centro comercial fora, de sacos, saquinhos e sacolas, entupidos de prendas, prendinhas e lembranças. E porque o Natal nem sempre é quando o homem quer, toca a estoirar o subsídio e o cartão de crédito numa só semana, que os bancos estão lá para cobrar, mas só para o ano.
Já não adianta lembrar que todos nos encontramos mais que endividados e que estamos a gastar mais do que recebemos, mas mesmo assim, as pessoas cometem loucuras. Muitas e muitas vezes. Quantos portugueses existem que não têm um qualquer crédito a espreitar em cada esquina? É a prestação da casa, do carro, das férias ou dos electrodomésticos que nos atormenta dia após dia, mas mesmo assim, não resistimos a comprar aquela camisola gira que vimos numa montra da loja, ou o perfume para substituirmos o que já está a acabar.
Contas feitas e passamos o dia 10 de cada mês com a carteira mais vazia do que cheia.
E quando o mundo endoidece de vez, temos sempre um Governo com quem podemos contar. Os bancos acumulam fortunas em lucros todos os anos mas quando metem a pata na poça, há sempre um Governo que está pronto para os salvar. Quando os administradores de grandes empresas deixam de poder ganhar os milhões em prémios e coisas afins, e pedem ajuda a alguém, há sempre um Governo pronto para os socorrer. Perdão, socorrer as empresas, para que ninguém seja despedido e continuem a produzir riqueza para o país.
E depois há as ajudas aos bancos e às empresas que estão em dificuldade e o povo é que é beneficiado. Como? Ainda não percebi, mas dizem que sim; que quem mais vai lucrar com estas ajudas financeiras é o povo. E ele, até agora, até que se está a sair bem. Deve ser com a ajuda dos nossos governos. Há coisas que a minha alma jamais entenderá. E uma delas é o facto de o nosso Governo estar a garantir empréstimos que os bancos vão buscar lá fora para emprestar ao povo e às empresas que necessitem desse dinheiro. Não seria mais fácil e mais barato, emprestar directamente a quem precisa, do que estar a financiar os bancos que mais não fazem do que roubar e aldrabar o povo?
E temos ainda os iluminados, sendo que um deles até foi Primeiro-Ministro cá do burgo, pôs-se a monte para, agora que todos nós fomos apresentados a essa crise, ter desenvolvido um plano revolucionário para salvar esta Europa. E logo ele, que pouco fez para salvar aqui o rectângulo, já é considerado por aí como o grande salvador. Só falta mesmo dizer que ele é o D. Sebastião renascido e que veio para nos salvar.
A minha alma está mesmo confusa...

Foto: Bootlead

24 dezembro 2008

Um Feliz Natal


21 dezembro 2008

Pai, quanto ganhas numa hora?

Recebi esta história por e-mail há já algum tempo e tenho-a guardada; por vezes sabe bem relê-la para chegarmos à conclusão que há coisas mais importantes que o trabalho.


Um dia, quando um homem chegou tarde a casa, cansado e irritado após um dia de trabalho, encontrou, esperando por si à porta, o seu filho de 5 anos.
- Papá, posso fazer-te uma pergunta?
- Claro que sim. O que é?
- Quanto ganhas numa hora?
- Isso não é da tua conta. Porque me perguntas isso?!, respondeu o homem, zangado.
- Só para saber. Por favor… diz lá… quanto ganhas numa hora?, perguntou novamente o miúdo.
- Bom… já que queres tanto saber, ganho 10 euros por hora.
- Oh!, suspirou o rapazinho, baixando a cabeça.
Passado um pouco, olhando para cima, perguntou:
- Papá, emprestas-me 5 euros?
O pai, furioso, respondeu:
- Se a razão de tu me teres perguntado isso, foi para me pedires dinheiro para brinquedos caros ou outro disparate qualquer, a resposta é não! E, de castigo, vais já para a cama. Vai pensando no menino egoísta que estás a ser. A minha vida de trabalho é dura demais para eu perder tempo com os teuscaprichos!
O rapazinho, cabisbaixo, dirigiu-se silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta. Sentado na sala, o homem ficou a meditar sobre o comportamento do filho e ainda se irritou mais. Como se atrevia ele a fazer-lhe perguntas daquelas? Como é que, ainda tão novo, já se preocupava em arranjar dinheiro?
Passada mais ou menos uma hora, já mais calmo, o homem começou a ficar com remorsos da sua reacção. Talvez o filho precisasse mesmo de comprar qualquer coisa com os 5 euros. Afinal, nem era costume o miúdo pedir-lhe dinheiro. Dirigiu-se ao quarto do filho e abriu devagarinho a porta.
- Já estás a dormir?, Perguntou.
- Não, papá, ainda estou acordado., respondeu o miúdo.
- Estive a pensar… Talvez tenha sido severo demais contigo., disse o pai. Tive um longo e exaustivo dia e acabei por desabafar contigo. Toma lá os 5 euros que me pediste.
O rapazinho endireitou-se imediatamente na cama, sorrindo:
- Oh, papá! Obrigado! E levantando a almofada, pegou num frasco cheio de moedas. O pai, vendo que o rapaz afinal tinha dinheiro, começou novamente a ficar zangado. O filho começou lentamente a contar o dinheiro, até que olhou para o pai.
- Para que queres mais dinheiro se já tens aí esse?, resmungou o pai.
- Porque não tinha o suficiente. Agora já tenho! Papá, agora já tenho 10 euros! Já posso comprar uma hora do teu tempo, não posso? Por favor, vem uma hora mais cedo amanhã. Gostava tanto de jantar contigo…

19 dezembro 2008

Politiquices

Cada dia que passa, a minha alma se delicia com as politiquices que, por cá, se vão passando, neste país desgastado (ou será agastado?) e já cansado da vida.
É a crise, dirão alguns; é o espírito do Natal, outros acrescentarão. O que é certo é que os nossos políticos vão fazendo o favor de nos deleitar com as suas proezas, dentro e fora da Assembleia da República. Mas vamos por partes:

1. O já conhecido Paulinho das feiras, que se deleita com beijos, beijinhos e abraços ternurentos às peixeiras do Bolhão, aqui no Porto, já cansa só de ouvir falar, tantos são os seus primores com que ataca o nosso "primeiro".
Confesso aqui que tempos houve em que eu admirei esse personagem. Nos tempos idos em que o Paulo Portas foi director de um semanário já extinto das nossas praças, reconheço que, enquanto jornalista teve a minha admiração, o meu respeito e era uma pessoa que, pela sua maneira de trabalhar, muito me influenciou nesta minha “loucura” de seguir jornalismo. Mas, quanta desilusão, quanta decepção enquanto político. Comparo-o um pouco ao meu avô, que no auge dos seus 80 anos, ainda tem ideias mais modernas e mais vanguardistas que o próprio Paulinho. Deixo aqui uma homenagem a Helena Sacadura Cabral que não tem culpa nenhuma dos disparates do filho; uma Senhora com S maiúsculo em todos os aspectos.
Mais recentemente, tem-se ouvido o nosso Paulo Portas a desbobinar impropérios a torto e a direito acerca do rendimento mínimo. Aliás, não se tem ouvido outra coisa qualquer vindo do interior da sua alma, a não ser apelar veementemente ao fim dessa “regalia” com que muitos se têm vindo a governar e a “enriquecer”. Só quem não conhece a realidade deste paízinho em decadência é que tem a coragem de dizer que quem recebe uns míseros 190 euros por mês está de bem com a vida. Acredito que muitos recebam muito mais, mas o grosso necessita desta "regalia" para viver. Para sobreviver.
E o mais ridículo é que, quando ele fez parte do saudoso governo de Durão Barroso (que tão bem fez a este rectângulo, vulgo, Portugal), nada fez em contrário; afinal, é mais fácil atirar pedras do que receber as pedradas do povo.

2. Manuela Ferreira Leite, de sonante, só tem mesmo o nome. A seu respeito, nem me atrevo a comentar aquelas tiradas de suspender a democracia, sob pena de ser alvo de algum processo-crime. Mas será de crer que o PSD não consiga pôr de lado uns euritos e contratar um consultor de imagem só para ela? Aquele cabelo, aquele penteado, aqueles fatinhos démodés, o colar de pérolas (ai meu Deus, o colar de pérolas…)!!! Só mesmo por cá é que se pode dizer que ela é a única alternativa ao poder.
Dama de ferro? Onde? A Tatcher portuguesa? Não me façam rir. E por onde tem ela andado ultimamente? Um líder na oposição tem que fazer muito mais do que aquilo que ela faz, que é ficar na sombra a engendrar sabe-se lá o quê ou com quem, que é ainda pior. Se a Manuela Ferreira Leite se quiser igualar a Maria de Lurdes Pintassilgo ainda tem muito que penar, sob pena de ficar relegada para as últimas páginas da história do país.


3. Alternativa ao Poder. Mas quem é essa? Desde que me tenho por gente que vejo sistematicamente as mesmas caras, todas as santas semanas, dia após dia. Veja-se o que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos. Nas eleições presidenciais, o derrotado nunca mais se vê a fazer política activa e não volta a concorrer ao mesmo cargo. Por cá as coisas não são assim: no poleiro estão sempre as mesmas caras, a defender as mesmíssimas ideias e os pensamentos do século passado. Quanto à nova vaga de políticos, não se lhes conhecem novas ideias; pelo contrário, seguem as mesmas pisadas dos "velhos do Restelo".

4. Aqui tenho que fazer novo ponto. Falar de Pedro Santana Lopes não é sinónimo de alternativa, nem aqui nem em lado nenhum e nem mesmo para ninguém. Currículum: ele foi presidente numa câmara (dizem até que não se safou mal), foi presidente num clube de futebol (a minha alma recusa-se a falar desse desporto), voltou a ser presidente noutra câmara e deixou-a cheia de dívidas. Foi depois primeiro-Ministro, tendo feito um trabalho deplorável que é melhor não falar, para não me arriscar a outro processo-crime. Disse que ia andar por aí e volta agora à carga para se candidatar a mais um mandado como presidente.
Desculpem lá, mas estas coisas só acontecem mesmo por cá. E nós ainda acreditamos neste tipo de pessoas que apregoa aos sete ventos, saber o que é melhor para nós, os pobres coitados que não têm dois palmos de testa nem tão pouco têm cabeça para pensar sozinhos.

P.S.: As fotos, por muito que procurasse, foi o melhor que encontrei, no meu vastíssimo arquivo.