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21 dezembro 2008

Pai, quanto ganhas numa hora?

Recebi esta história por e-mail há já algum tempo e tenho-a guardada; por vezes sabe bem relê-la para chegarmos à conclusão que há coisas mais importantes que o trabalho.


Um dia, quando um homem chegou tarde a casa, cansado e irritado após um dia de trabalho, encontrou, esperando por si à porta, o seu filho de 5 anos.
- Papá, posso fazer-te uma pergunta?
- Claro que sim. O que é?
- Quanto ganhas numa hora?
- Isso não é da tua conta. Porque me perguntas isso?!, respondeu o homem, zangado.
- Só para saber. Por favor… diz lá… quanto ganhas numa hora?, perguntou novamente o miúdo.
- Bom… já que queres tanto saber, ganho 10 euros por hora.
- Oh!, suspirou o rapazinho, baixando a cabeça.
Passado um pouco, olhando para cima, perguntou:
- Papá, emprestas-me 5 euros?
O pai, furioso, respondeu:
- Se a razão de tu me teres perguntado isso, foi para me pedires dinheiro para brinquedos caros ou outro disparate qualquer, a resposta é não! E, de castigo, vais já para a cama. Vai pensando no menino egoísta que estás a ser. A minha vida de trabalho é dura demais para eu perder tempo com os teuscaprichos!
O rapazinho, cabisbaixo, dirigiu-se silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta. Sentado na sala, o homem ficou a meditar sobre o comportamento do filho e ainda se irritou mais. Como se atrevia ele a fazer-lhe perguntas daquelas? Como é que, ainda tão novo, já se preocupava em arranjar dinheiro?
Passada mais ou menos uma hora, já mais calmo, o homem começou a ficar com remorsos da sua reacção. Talvez o filho precisasse mesmo de comprar qualquer coisa com os 5 euros. Afinal, nem era costume o miúdo pedir-lhe dinheiro. Dirigiu-se ao quarto do filho e abriu devagarinho a porta.
- Já estás a dormir?, Perguntou.
- Não, papá, ainda estou acordado., respondeu o miúdo.
- Estive a pensar… Talvez tenha sido severo demais contigo., disse o pai. Tive um longo e exaustivo dia e acabei por desabafar contigo. Toma lá os 5 euros que me pediste.
O rapazinho endireitou-se imediatamente na cama, sorrindo:
- Oh, papá! Obrigado! E levantando a almofada, pegou num frasco cheio de moedas. O pai, vendo que o rapaz afinal tinha dinheiro, começou novamente a ficar zangado. O filho começou lentamente a contar o dinheiro, até que olhou para o pai.
- Para que queres mais dinheiro se já tens aí esse?, resmungou o pai.
- Porque não tinha o suficiente. Agora já tenho! Papá, agora já tenho 10 euros! Já posso comprar uma hora do teu tempo, não posso? Por favor, vem uma hora mais cedo amanhã. Gostava tanto de jantar contigo…

19 dezembro 2008

Politiquices

Cada dia que passa, a minha alma se delicia com as politiquices que, por cá, se vão passando, neste país desgastado (ou será agastado?) e já cansado da vida.
É a crise, dirão alguns; é o espírito do Natal, outros acrescentarão. O que é certo é que os nossos políticos vão fazendo o favor de nos deleitar com as suas proezas, dentro e fora da Assembleia da República. Mas vamos por partes:

1. O já conhecido Paulinho das feiras, que se deleita com beijos, beijinhos e abraços ternurentos às peixeiras do Bolhão, aqui no Porto, já cansa só de ouvir falar, tantos são os seus primores com que ataca o nosso "primeiro".
Confesso aqui que tempos houve em que eu admirei esse personagem. Nos tempos idos em que o Paulo Portas foi director de um semanário já extinto das nossas praças, reconheço que, enquanto jornalista teve a minha admiração, o meu respeito e era uma pessoa que, pela sua maneira de trabalhar, muito me influenciou nesta minha “loucura” de seguir jornalismo. Mas, quanta desilusão, quanta decepção enquanto político. Comparo-o um pouco ao meu avô, que no auge dos seus 80 anos, ainda tem ideias mais modernas e mais vanguardistas que o próprio Paulinho. Deixo aqui uma homenagem a Helena Sacadura Cabral que não tem culpa nenhuma dos disparates do filho; uma Senhora com S maiúsculo em todos os aspectos.
Mais recentemente, tem-se ouvido o nosso Paulo Portas a desbobinar impropérios a torto e a direito acerca do rendimento mínimo. Aliás, não se tem ouvido outra coisa qualquer vindo do interior da sua alma, a não ser apelar veementemente ao fim dessa “regalia” com que muitos se têm vindo a governar e a “enriquecer”. Só quem não conhece a realidade deste paízinho em decadência é que tem a coragem de dizer que quem recebe uns míseros 190 euros por mês está de bem com a vida. Acredito que muitos recebam muito mais, mas o grosso necessita desta "regalia" para viver. Para sobreviver.
E o mais ridículo é que, quando ele fez parte do saudoso governo de Durão Barroso (que tão bem fez a este rectângulo, vulgo, Portugal), nada fez em contrário; afinal, é mais fácil atirar pedras do que receber as pedradas do povo.

2. Manuela Ferreira Leite, de sonante, só tem mesmo o nome. A seu respeito, nem me atrevo a comentar aquelas tiradas de suspender a democracia, sob pena de ser alvo de algum processo-crime. Mas será de crer que o PSD não consiga pôr de lado uns euritos e contratar um consultor de imagem só para ela? Aquele cabelo, aquele penteado, aqueles fatinhos démodés, o colar de pérolas (ai meu Deus, o colar de pérolas…)!!! Só mesmo por cá é que se pode dizer que ela é a única alternativa ao poder.
Dama de ferro? Onde? A Tatcher portuguesa? Não me façam rir. E por onde tem ela andado ultimamente? Um líder na oposição tem que fazer muito mais do que aquilo que ela faz, que é ficar na sombra a engendrar sabe-se lá o quê ou com quem, que é ainda pior. Se a Manuela Ferreira Leite se quiser igualar a Maria de Lurdes Pintassilgo ainda tem muito que penar, sob pena de ficar relegada para as últimas páginas da história do país.


3. Alternativa ao Poder. Mas quem é essa? Desde que me tenho por gente que vejo sistematicamente as mesmas caras, todas as santas semanas, dia após dia. Veja-se o que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos. Nas eleições presidenciais, o derrotado nunca mais se vê a fazer política activa e não volta a concorrer ao mesmo cargo. Por cá as coisas não são assim: no poleiro estão sempre as mesmas caras, a defender as mesmíssimas ideias e os pensamentos do século passado. Quanto à nova vaga de políticos, não se lhes conhecem novas ideias; pelo contrário, seguem as mesmas pisadas dos "velhos do Restelo".

4. Aqui tenho que fazer novo ponto. Falar de Pedro Santana Lopes não é sinónimo de alternativa, nem aqui nem em lado nenhum e nem mesmo para ninguém. Currículum: ele foi presidente numa câmara (dizem até que não se safou mal), foi presidente num clube de futebol (a minha alma recusa-se a falar desse desporto), voltou a ser presidente noutra câmara e deixou-a cheia de dívidas. Foi depois primeiro-Ministro, tendo feito um trabalho deplorável que é melhor não falar, para não me arriscar a outro processo-crime. Disse que ia andar por aí e volta agora à carga para se candidatar a mais um mandado como presidente.
Desculpem lá, mas estas coisas só acontecem mesmo por cá. E nós ainda acreditamos neste tipo de pessoas que apregoa aos sete ventos, saber o que é melhor para nós, os pobres coitados que não têm dois palmos de testa nem tão pouco têm cabeça para pensar sozinhos.

P.S.: As fotos, por muito que procurasse, foi o melhor que encontrei, no meu vastíssimo arquivo.

18 dezembro 2008

Rafael

Que olhos...




Ora digam lá que o meu sobrinho não é Lindo... Não dava um excelente ajudante de Pai Natal??



E este sorriso???



Que saudades!!


Precisamente daqui a 1 mês, ele vai estar aqui comigo. Já estou a contar os dias... e já tenho a prenda de Natal para ele (vai ser dada fora da data mas o que conta é mesmo a intenção).

13 dezembro 2008

Cuidado com o gato

Ontem, ao início da tarde, ao passar numa avenida bastante movimentada da cidade do Porto, eis que atravessa a rua uma velhinha com um siamês ao colo. Ao cruzar-se na passadeira com um cão rafeiro, o pobre bicho eriça-se todo e salta para o chão.
Talvez acostumado àquele tipo de comportamento, o cão segue a sua vida sem sequer olhar para o lado. Mas, a velhinha, atrapalhada porque o semáforo devia estar a abrir, coloca-se de gatas à frente do carro, sob o qual o felino estava aninhado.
Entretanto, com o semáforo já verde e o "povo" todo atrás a buzinar, sem se ter apercebido do ocorrido, o pobre bichano vai passando de carro em carro sempre assustado, não ligando nada à dona que, incansável, o continuava a chamar.

O que aconteceu ao pobre "diabo"?
A. Os condutores cansaram-se da situação e arrancaram;
B. Os condutores saíram do carro para ajudar a apanhar o gato;
C. Ao fim de tanta demora, o gato acabou por ser atropelado, deixando a sua dona inconsolável.

Escusado será dizer que a resposta correcta é a B, ou não tivesse isto acontecido na cidade do Porto, onde as pessoas são simpáticas, amáveis e prestáveis.
É verdade... mesmo o gato já tendo passado para os carros atrás, o condutor da frente saiu logo do seu carro e prontificou-se a ajudar a coitada da senhora. Até mesmo as pessoas que iam a passar, se aninharam para ajudar a resgatar o pobre coitado.
Influenciadas pelo espírito do Natal, talvez, ou porque aquelas pessoas também tivessem um amigo de quatro patas, quem sabe, a verdade é que ninguém arrancou dali sem que o felino partisse em paz e segurança, no colo da sua dona.

Sabe tão bem assistir a este género de coisas, para no fim, a nossa alma sorrir de felicidade!!

01 dezembro 2008

Fim do ano

"Ao chegar o fim do ano, saudemos aquele que veio ao mundo só para nos salvar: o subsídio de Natal..."

28 novembro 2008

Às vezes apetece rir...

- Sr. Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher que se dá...
- És tu, Carlitos?
- Sim, Sr. Padre, sou eu.
- E com quem estiveste tu?
- Sr. Padre, eu já disse o meu pecado; ela que confesse o dela...
- Repara, Carlitos, mais tarde ou mais cedo eu vou saber, assim é melhor que mo digas agora. Foi a Isabel?
- Os meus lábios estão selados.
- A Maria Gomes?
- Por mim, jamais o saberá...
- Ah! A Maria Josefa?
- Não direi nunca!!!
- A Rosa do talho?
- Sr. Padre, não insista!!!
- Então foi a Catarina da pastelaria, não?
- Sr. Padre, isto não faz sentido....

O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:
- És um cabeça dura, Carlitos, mas no fundo do coração admiro a tua reserva. Vais rezar vinte Pai-Nossos e dez Avé-Marias. Vai com Deus, meu filho....

Carlitos sai do confessionário e vai para os bancos da igreja cumprir a penitência. O seu amigo Pedrito desliza para junto dele e sussurra-lhe:
- E então? Resultou?
- Sim. - Respondeu ele. - Tenho cinco nomes de gajas que dão baldas!!!

24 novembro 2008

Canil vandalizado

Ontem no Jornal de Notícias; hoje na RTP.

O canil da Associação Brigantina de Protecção dos Animais foi vandalizado e o montante dos prejuízos está ainda por calcular. A vedação foi totalmente destruída, assim como a iluminação, quadro eléctrico, vidros e telhas.

Lamentável, é o que me apraz dizer...

22 novembro 2008

Desafio

Aqui está um desafio para quem quiser testar os seus conhecimentos de Língua Portuguesa, a nossa língua. Trata-se de um teste realizado num curso, em que, na frase abaixo, deverá ser colocado 1 ponto final e 2 vírgulas, para que a frase tenha sentido.
Aceitam-se respostas nos comentários e há um pequeno prémio para o vencedor...

MARIA TOMA BANHO PORQUE SUA MÃE DISSE ELA PEGUE A TOALHA.

20 novembro 2008

Contra a Pedofilia

Porque hoje é o Dia Mundial das Crianças, o jornalista espanhol Nacho de la Fuente Lago, autor do blog La Huella Digital (A Pegada Digital), teve uma ideia, no mínimo, original, a fim de acabar com essa praga, denominada Pedofilia.



Nesta vida, a minha alma não se compadece e abomina sob todas as formas três tipos de monstros: traficantes de droga, violência contra as mulheres e abusadores de crianças.

Assim, e porque o melhor do mundo ainda continuam a ser as nossas crianças, Nacho de la Fuente Lago lembrou-se que muitos pedófilos usam tags nos seus blogs (palavras-chave usadas pelos motores de busca) contendo o termo "pornografia+infantil" e acabam por receber muito mais visitas que o normal, mesmo que o conteúdo tenha argumentos contrários ao assunto. E o fenómeno, geralmente, desequilibra a média de leitores durante várias semanas.

Nesse sentido, a blogosfera decidiu-se unir para, hoje, 20 de Novembro, bombardear os navegadores de quem consome esse tipo de imagens com uma mensagem contra a pedofilia. Entre 20 de Outubro e ontem, a campanha "Pornografia Infantil Não" havia recrutado mais de 940 blogues escritos em oito idiomas, incluindo o português, e já contava com mais de 22 mil posts no sistema GoogleSearch condenando a busca, posse, produção e distribuição de imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes. Os textos utilizam ainda outras palavras-chaves favoritas de quem tenta conseguir esse tipo de material, como "angels", "boyboy", "lolitas", "fetishboy" e "preteens".

Para participar nesta campanha, basta escrever um texto contra a pornografia infantil e publicá-lo no seu blog preenchendo, no campo de tags, os termos "pornografia infantil Não", "angels", "lolitas", "boylover", "preteens", "girllover", "childlover", "pedoboy", "boyboy", "fetishboy" ou "feet boy". Quem quiser ainda incluir o seu blogue na lista oficial de participantes basta deixar um comentário neste post com o endereço do seu blogue.

Convém não esquecer a foto. Quem quiser, é só copiar a que aqui coloco.

Vamos todos lutar contra estes monstros... e garantir um mundo melhor às nossas crianças.

17 novembro 2008

Castanhas vs Fogão

Qual é a relação que se pode estabelecer entre castanhas assadas e lavar a loiça? Ou melhor, entre descascar castanhas e limpar o fogão?
Pois bem, antes que o Alzheimer se apodere da minha pessoa, lembrei-me de ir ao baú das minhas recordações, em busca de algumas lembranças da minha juventude, passada em Trancoso.

Antes de passar a cidade, foi aqui que eu completei o meu 10º e 11º anos e, como qualquer estudante, passei pela, dizem, terrível experiência de ter que arrendar um quarto. Foi das melhores vivências por que passei, talvez porque aquela que era a minha senhoria, sempre foi uma excelente mulher e uma Senhora em todos os sentidos.

Foi nessa fase da minha vida, que acabei por conhecer algumas pessoas, por quem ainda hoje nutro um carinho especial, nomeadamente a Graça e a Maria Paula, esta última, autora do blog BandarraVet.

Voltando às castanhas, qualquer beirão que se preze tem que ter castanhas em casa; se não tem castanheiros, há sempre um vizinho ou um amigo que lhe dá um saquinho delas. E a D. Luísa, a nossa senhoria, adorava castanhas assadas. Só não adorava o trabalho que dava descasca-las. E quando digo, descascar, é descascar as ditas cujas, antes de serem assadas.

Assim, sempre que a D. Luísa queria castanhas assadas, convocava-nos aos três para procedermos a tão odioso trabalho. Por forma, faz-se um golpe com a faca e leva-se a assar num tabuleiro, polvilhadas de sal. "Mas isso gasta muito gás", dizia ela. E, assim, lá tinhamos que retirar a casca da bela castanha na totalidade, ficando apenas a camisa, que é como se diz aqui no Porto.

OK. E o que é que tem a ver a limpeza do fogão? Era essa a minha tarefa, todos os dias, após o jantar. A D. Luísa lavava a loiça, a Maria Paula limpava e colocava tudo em cima da mesa, a Graça arrumava e varria o chão e aqui o desgraçado limpava o fogão. É a mais penosa tarefa numa cozinha e, ainda hoje, é daquelas coisas que eu mais detesto fazer.

Quanto à limpeza do dito cujo propriamente dita, aquele coitado era mais bem limpo do que é o meu carro nos dias de hoje. Assim, para ficarem a saber como se limpa verdadeiramente um fogão de cozinha, terão que seguir os seguintes passos elementares:

Primeiro, tiram-se as grelhas e os bicos. Esfrega-se o pobre coitado com esfregão verde embebido em detergente para a loiça e deixa-se actuar a espuma durante cerca de 5 minutos. Com um pano molhado, retira-se a espuma e passa-se um pano seco. Depois, pulveriza-se toda a superfície com um líquido que, segundo a D. Luísa, "é próprio para os fogões porque lhe dá brilho". O tal líquido era de uma marca inglesa (Amway), que custava fortunas "mas que era muito bom, porque é concentrado". E então naquela casa tudo era Amway: o detergente da loiça e da roupa, o amaciador, o limpa-vidros, o sabonete liquido para a casa-de-banho, o champô e o amaciador do cabelo, os detergentes para o chão... era tudo concentrado porque basta umas gotinhas para ficar tudo impecável.

À parte as castanhas e o fogão, foram dois anos da minha vida muito bem passados!!